sexta-feira, 23 de julho de 2010

Salamandra que vive até 100 anos surpreende cientistas

Salamandra que vive até 100 anos surpreende cientistas
23 de julho de 2010 08h15 atualizado às 09h31

A espécie  Proteus anguinus  vive em média 69 anos e pode chegar aos 100 anos Foto: Divulgação A espécie Proteus anguinus vive em média 69 anos e pode chegar aos 100 anos
Cientistas dizem ter descoberto que uma espécie de salamandra cega vive em média 69 anos e pode chegar até a 100 anos de idade, três vezes mais que espécies próximas. Os pesquisadores acreditam que o estudo da Proteus anguinus pode ajudar a entender os mecanismos de envelhecimento no ser humano, já que esse animal consegue viver muito, mesmo não tendo baixos níveis de metabolismo ou altos níveis de antioxidantes, como era de se esperar. As informações são do site Live Science.
De acordo com a reportagem, o proteus já foi erroneamente chamado de "peixe humano" - "peixe" porque passa toda sua vida na água e "humano" por causa da pele rosada que lembra a de muitas pessoas. A salamandra tem olhos atrofiados e virtualmente nenhum pigmento na pele, adaptações para viver em locais praticamente sem luz. Devido ao formato do corpo, esse animal também já foi chamado de filhote de dragão.
"Nós sabíamos há muito tempo que ele tinha um tempo de vida longo, mas não tínhamos dados suficientes para ter certeza", diz Yann Voituron, da Universidade Claude Bernard em Lyon, na França, à reportagem.
Um dos detalhes que intrigam os cientistas é o tamanho da salamandra - de 25 cm a 30 cm de comprimento entre 15 g e 25 g de peso. Pequenas criaturas dificilmente vivem tanto quanto grandes animais, o que leva pesquisadores a suspeitarem que o motivo é o rápido metabolismo de pequenos seres vivos.
Contudo, como o proteus pode viver tanto tempo com um corpo tão pequeno, sem uma taxa de metabolismo lenta e seu uma atividade antioxidante alta? Segundo os cientistas, isso pode ser explicado pela vida lenta desses animais. "(A salamandra) é extremamente inativa durante sua vida. (...) Ela não tem predadores nas cavernas, então também não se estressa. Ela precisa se mover apenas algumas vezes para se alimentar e para se reproduzir uma vez a cada 12 anos", diz Voituron.
Os cientistas também pretendem estudar o animal geneticamente - para tentar identificar alguns genes que possam influir na sua longa vida - e sua estrutura celular. Contudo, os pesquisadores se dizem preocupados em encontrar uma forma de conduzir esses estudos sem fazer mal à salamandra, já que a quantidade de tecido necessária para ser extraída poderia até matá-la. "Nós temos que achar uma forma de trabalhar com ela sem matá-la", diz Voituron.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4580769-EI8147,00-Salamandra+que+vive+ate+anos+surpreende+cientistas.html#tphotos

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nasa e IPT analisam bola da Copa

24/6/2010
Agência FAPESP – Golaço ou gol contra? A maior polêmica da Copa do Mundo na África do Sul até o momento ainda não tem uma conclusão. Para alguns, a bola oficial do evento, denominada Jabulani (“celebração”, em zulu), representa uma notável evolução do ponto de vista tecnológico. Para outros, o resultado deixou a desejar.
O atacante Luis Fabiano, da Seleção Brasileira, criticou. O goleiro Júlio César chamou de “bola de supermercado”. Fernando Torres, atacante espanhol, também falou mal. Kaká está entre os que elogiaram.
As maiores críticas foram com relação aos movimentos imprevisíveis, promovidos pela resposta aerodinâmica da nova redonda, especialmente nos chutes mais fortes. Na primeira rodada, com o baixo número de gols, a reclamação foi ainda maior. Mas no fim da primeira fase da Copa, os gols voltaram. Portugal enfiou sete na Coreia do Norte. O próprio Luis Fabiano marcou dois contra a Costa do Marfim.
Para o fabricante, a Adidas, a bola representa um avanço. Mas o próprio presidente da empresa, Herbert Hainer, reconheceu que é preciso um certo tempo para se acostumar com a Jabulani, por ser “mais aerodinâmica e mais rápida”.
Pesquisadores da Nasa, a agência espacial norte-americana, e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), decidiram avaliar o comportamento da Jabulani.
No Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia, foram feitos testes para comparar a bola com a usada na Copa de 2006 na Alemanha, a Teamgeist (“espírito de equipe”). A Teamgeist, no lugar dos hexágonos costurados das bolas tradicionais, tinha oito painéis fundidos por um processo térmico, que elimina a necessidade de costura, mesmo interna, entre eles. A Jabulani tem 14 painéis e ganhou sulcos aerodinâmicos.
A conclusão da Nasa é que com a Jabulani os jogadores não deverão ter melhor controle do que com a Teamgeist. “É bem óbvio. O que estamos vendo é um efeito knuckle-ball”, disse Rabi Mehta, engenheiro aeroespacial no centro Ames. Knuckle-ball é um arremesso no beisebol no qual a bola não é segura com os dedos, mas sim com seus nós, resultando em movimento com acentuada curva e imprevisível para o rebatedor.
Segundo Mehta, quando a Jabulani se desloca em velocidade elevada, o ar próximo à superfície é afetado pela sua superfície, resultando em um fluxo assimétrico. Essa assimetria cria forças laterais que podem resultar em mudanças súbitas no percurso. De acordo com o cientista, a Jabulani tende a assumir o efeito knuckle ao superar os 75 km/h, o que corresponde a um chute forte.
Outro ponto a se considerar, segundo Mehta, é que vários dos estádios em que ocorrem os jogos na Copa da África do Sul estão em altitude elevada (Joanesburgo, por exemplo, fica a cerca de 1.600 metros do nível do mar). “Isso afeta a aerodinâmica da bola, uma vez que a densidade do ar é menor. Em altitudes altas, a bola tende a se deslocar mais rapidamente, com menos empuxo”, disse.
Maior arrasto
Os pesquisadores Gilder Nader e Antonio Luiz Pacífico, do Laboratório de Vazão do IPT, realizaram testes no túnel de vento atmosférico do instituto com bolas de torneios oficiais de futebol.
Foram testadas as bolas do campeonato Paulista e Brasileiro deste ano e das copas de 2006 e 2010. Os testes foram encomendados pela Rede Globo. Segundo Nader, foram feitas medições com visualização do escoamento de ar em volta de cada bola. Para isto foi utilizado o sistema PIV (“Particle Image Velocimetry”) com emprego de raios laser.
“Verificamos que a bola do Campeonato Brasileiro, por exemplo, com superfície mais rugosa, do tipo clássico, tem coeficiente de arrasto (resistência ao ar) mais baixo e bom deslocamento. As bolas das Copas apresentaram um ‘descolamento’ mais rápido e maior coeficiente de arrasto”, disse.
Ao ser chutada, a bola ganha uma velocidade inicial que vai diminuindo até que, em um determinado momento, atinge o chamado “ponto de crise de arrasto”, explicou Gilder.
“É quando ela faz uma curva. Com a bola do ‘Brasileirão’, esse ponto demorou mais para ser alcançado, em uma velocidade de aproximadamente 13 metros por segundo. A Jabulani atinge esse ponto e faz a curva bem antes, em uma velocidade que ainda vamos medir com exatidão”, disse.
As bolas de futebol evoluem constantemente, com as grandes novidades surgindo justamente em cada Copa do Mundo. As atuais, e não apenas a Jabulani, são muito diferentes das usadas há meio século. Na Copa da Suécia, em 1958, por exemplo, a bola era de couro curtido, chamada de “capotão”, pesada e que se encharcava em dias chuvosos, dificultando a precisão dos chutes.
Mas isso, claro, não impediu que o Brasil fosse campeão nem que um certo garoto apelidado de Pelé, então com 17 anos, assombrasse o mundo com momentos antológicos, como o gol na final, em que deu um lençol no zagueiro sueco e chutou a bola ainda no ar para o fundo das redes e da história. Mostrou que craque que é craque dá show com qualquer bola. E isso o mundo já está vendo na Copa da África do Sul, independentemente das polêmicas da bola.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Verdade sobre ETs será revelada em breve, diz cientista

11 de junho de 2010
De acordo com o físico Stanton Friedman, governos encobrem a existência de extraterrestres. O cientista diz que a verdade sobre os ETs será revelada.
De acordo com o físico Stanton Friedman, governos encobrem a existência de extraterrestres. O cientista diz que a "verdade" sobre os ETs será revelada em breve e caso se tornará "Watergate cósmico"
O físico Stanton Friedman, que trabalhou por décadas em desenvolvimento de foguetes para algumas das maiores agências espaciais do planeta, diz que os alienígenas existem, estão nos visitando há muito tempo e que essa verdade será revelada em breve. "Alguns óvnis são espaçonaves inteligentemente controladas extraterrestremente, e essa é a maior história do milênio. (...) Estou convencido de que estamos lidando com um Watergate cósmico", diz Friedman. As informações são do Live Science.
Friedman afirma que há duas razões principais para que as fortes evidências de aliens não sejam conhecidas melhor. A primeira seria uma suposta grande conspiração que perdura décadas e que envolveria oficiais de alto escalão. De acordo com ele, a outra é que cientistas que podem exibir essas evidências estão com medo, não apenas daqueles que participam da suposta conspiração, mas também de admitir que a ciência estava errada.
Por outro lado, o físico diz acreditar que a verdade sobre os óvnis será revelada em breve. "Eu continuo otimista, antes de morrer, e eu tenho 75 anos, eu vou pegar pelo menos uma parte dessa história, de que não estamos sozinhos no universo", diz o pesquisador.
Friedman se junta a um grupo de cientistas e famosos que está convencido de que existe vida extraterrestre inteligente e que está já chegou até nós.
Junto com o físico, está o astronauta Edgar Mitchell, que participou do programa Apollo, que também afirma que os aparecimentos de ETs é escondida pelos governos (o próprio Mitchell disse nunca ter visto um óvni, mas acredita no alien de 1947 em Roswell, no Novo México).
Segundo a reportagem, outro defensor de que os ETs existem é o psiquiatra John Mack, ex-professor da Universidade de Harvard, que passou anos estudando pessoas que dizem ter sido abduzidas, sondadas e sofrido experimentos de aliens.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

12000 calorias diárias de Phelps


Para pessoa comum, dieta de Phelps é recorde garantido -- de obesidade

Ás da natação consome 12 mil calorias por dia; jantar é pizza e macarrão.
Para sedentários, se alimentar assim renderia uma visita ao hospital.
Michael Phelps, medalha de ouro em comilança
Se você acordasse hoje, fosse almoçar com Michael Phelps e tentasse acompanhá-lo na mesa (já que na piscina está difícil...), provavelmente terminaria o seu dia em uma maca de hospital com indigestão. Se resolvesse continuar a seguir a “dieta Phelps”, o único recorde que bateria seria o de “chegada ao índice de obesidade em menor tempo”.
O menino prodígio dos Jogos Olímpicos de Pequim divulgou em entrevista nesta quarta-feira (13) à rede americana NBC que consome nada menos que 12 mil calorias por dia. Cada vez que ele senta para uma refeição come 4 mil calorias – duas vezes o que os médicos recomendam para uma pessoa comum durante um dia inteiro; ao todo, a alimentação de Phelps leva seis vezes mais calorias do que a de um reles mortal como eu e você.
O café-da-manhã do maior campeão olímpico de todos os tempos começa com dois copos de café e três sanduíches de ovo frito recheados com queijo, tomates, cebolas fritas, alface e maionese. Pensa que acabou? Nada, tem ainda um omelete com cinco ovos, cereais, três pedaços de torradas com açúcar e três panquecas de chocolate.
O almoço é macarrão enriquecido e dois sanduíches de presunto e queijo com maionese em pão branco, acompanhados de bebidas energéticas. O energético volta no jantar, quando Phelps fecha o dia com uma pizza (inteira) e meio quilo de macarrão.
“Comer, dormir e nadar, é tudo que eu faço”, disse o ás da natação. E é tudo o que ele deve fazer, segundo o técnico William Morales Manso, que já treinou o brasileiro Fernando “Xuxa” Scherer e hoje trabalha com medicina esportiva na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Comer bem, dormir bem e nadar bem são as três únicas coisas que um atleta precisa fazer. Se não fizer um desses direito, os resultados não aparecem”, disse ele ao G1.
Manso diz que a aparentemente absurda dieta de Phelps é perfeitamente lógica no contexto da natação competitiva de elite. Isto é, se ele estiver falando a verdade. “Eu nunca digo a verdade quando estou em uma competição. Para quê ensinar ao adversário o que está dando certo? Se estou fazendo muito aeróbico, digo que estou pegando pesado no anaeróbico”, conta.
Mas o treinador explica que consumir 12 mil calorias não é algo acima do esperado se estamos falando de Michael Phelps. “Ele é incrível. Veja quantas vezes ele vai para a piscina por dia, entre eliminatórias, semifinais e finais – e sempre rendendo muito, sempre no limite. Ele precisa de muita caloria e muito carboidrato – muito, muito, muito”, diz Manso.
A natação é um esporte onde o gasto calórico é imenso. Apenas entrar na piscina, sem dar uma braçada sequer, já acelera o metabolismo – que precisa manter os órgãos aquecidos na temperatura mais baixa. Quando o exercício começa, o gasto aumenta. E se estamos falando de uma pessoa que bate recordes mundiais com a mesma facilidade com que come uma pizza inteira à noite, dá para imaginar para onde isso vai.
Agora, o que acontece se você resolver seguir o mesmo cardápio? “A matemática é implacável. Se você consome mais do que gasta isso vira gordura. Não tem jeito”, explica Manso. Comer tudo isso ao longo de alguns dias é uma maneira certeira de ganhar (muitos) quilos a mais. E qual a conseqüência da obesidade? Problemas cardíacos, diabetes, hipertensão e uma morte antecipada. Melhor deixar a macarronada noturna só com Michael Phelps mesmo. “Ele fez por merecer”, diz Manso.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mata Atlântica perdeu 20 mil hectares desde 2008

28/5/2010
Agência FAPESP – Dados parciais do projeto Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, referentes ao período 2008-2010, revelam que a Mata Atlântica perdeu 20.857 hectares de sua cobertura vegetal, o que equivale à metade da área do município de Curitiba (PR).
O número foi divulgado no dia 26 de maio pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em evento promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica.
O número é parcial porque o Inpe analisou imagens feitas por satélites de 72% da Mata Atlântica, com a atualização dos mapas de nove entre os 17 Estados nos quais o bioma está presente: Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Minas Gerais foi o Estado que mais perdeu cobertura nativa e, ao lado do Paraná e de Santa Catarina, está entre as unidades da Federação que mais desmataram esse bioma. Cabe ressaltar que Minas Gerais teve 80% de sua área analisada, e o Paraná, 90%, o que significa que o desmatamento pode ter sido maior.
O Inpe analisou até o momento 94.912.769 hectares. Os Estados do Nordeste não foram estudados por causa da incidência de nuvens sobre a região, o que impediu a análise. O instituto prevê a conclusão dessa avaliação até o fim do ano.
O projeto Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica surgiu em 2004 por meio de uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e a Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe.
Mais informações: www.dsr.inpe.br e www.sosma.org.br.
 

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ensino de Física

Videogame que ensina física
11/5/2010
Por Fábio Reynol
Agência FAPESP – Uma espaçonave de tamanho subatômico tem a missão de capturar partículas, identificá-las e com elas montar estruturas atômicas em outro planeta. Essa é parte da missão do Sprace Game , um jogo de computador projetado por físicos do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) com o objetivo de transmitir conceitos de física de partículas para o público leigo.
O desenvolvimento do videogame foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é patrocinado pelo Sprace, centro financiado pela FAPESP e que é ligado ao Instituto de Física Teórica (IFT) do campus da Unesp da Barra Funda, na capital paulista.
Na cerimônia de lançamento, realizada na manhã de segunda-feira (10), o professor do Instituto de Física Teórica da Unesp Sérgio Ferraz Novaes, coordenador do Sprace, contou que o jogo faz parte de um esforço de levar aos alunos de ensino médio do país informações atuais sobre física de partículas.
“As informações escolares sobre estrutura da matéria estão defasadas em quase um século”, declarou Novaes através de um sistema de vídeoconferência. O professor falou aos jornalistas a partir do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), em Genebra, Suíça, onde participa do experimento CMS (Solenoide Múon Compacto, na sigla em inglês).
Para mostrar aos estudantes que os átomos são muito mais do que somente prótons, nêutrons e elétrons, a equipe do IFT enviou a todas as escolas brasileiras do ensino médio cartazes didáticos apresentando as demais partículas subatômicas.
“Porém, os cartazes atingem somente os interessados em física, enquanto que o game alcança muito mais jovens”, afirmou o designer do Sprace Game, Einar Saukas, da Summa Technology+Business, empresa que produziu o jogo. O desenvolvimento do game ficou sob a responsabilidade da empresa Black Widow Games Brasil, com a qual Saukas também está envolvido.
Projetado em linguagem Java, o Sprace Game consegue rodar em qualquer computador com sistemas operacionais Windows, Linus, ou Mac. O programador do jogo, Ulisses Bebianno de Mello, da Black Widow, explicou à Agência FAPESP que há três versões de resolução para que até máquinas um pouco mais antigas possam receber o jogo.
“Conseguimos rodar a versão mais básica em um Pentium 1,3Ghz com 512M de memória RAM, acreditamos que a configuração mínima para o jogo seja essa”, disse Mello. Por funcionar em plataformas enxutas, o Sprace Game pode servir como ferramenta de ensino em escolas e instituições com poucos recursos, necessitando apenas do acesso à internet. O jogo é gratuito e pode ser acessado na página do Sprace: Sprace Game
Em busca de partículas
Ao passar pelas quatro fases do Sprace Game, o jogador tem que capturar com sua espaçonave partículas subatômicas; levá-las a um laboratório para que sejam identificadas; descobrir do que são formadas as partículas compostas chamadas de hádrons e recombinar quarks para formar prótons e nêutrons.
Com eles, o jogador consegue montar núcleos atômicos de hidrogênio e oxigênio, a fim de produzir um recurso fundamental para a colonização do planeta explorado, a água.
Uma das fases mais interessantes é a segunda, na qual o jogador deve encontrar e perseguir a partícula tau e observar o seu decaimento, que é a decomposição em outras subpartículas no fim de seu tempo de vida. São essas subpartículas que o jogador deverá capturar. “Isso ajuda a explicar o conceito do decaimento”, disse Saukas.
O designer revelou que um dos grandes desafios do projeto foi criar um jogo que proporcionasse entretenimento sem perder a precisão científica. “Não podíamos fazer um jogo somente divertido e que tivesse incorreções científicas, nem fazer algo muito preciso e que fosse chato de jogar”, afirmou.
O produto final foi testado e aprovado por alunos do ensino médio participantes do Master Class: Hands on Particle Physics evento internacional cuja etapa paulista foi realizada em fevereiro pela Unesp. “Os estudantes tiveram duas horas para jogar, mas depois desse tempo ainda queriam continuar jogando”, contou Saukas.
O sucesso inicial demonstra o acerto na escolha do jogo eletrônico como mídia para divulgar a física de partículas, segundo acredita o professor Novaes. Para ele, trata-se de conceitos intrincados e que precisam ser repetidos para que sejam assimilados. “Filmes, livros e quadrinhos já foram feitos com esse objetivo, mas o videogame é muito mais eficaz nesse aspecto”, declarou o professor.
Repercussão internacional
O professor da Unesp disse que o Sprace Game já tem despertado o interesse de outros países. Uma versão em inglês está sendo finalizada para dar origem a traduções para outros idiomas.
Pesquisadores e divulgadores científicos da França, Áustria, Portugal, República Tcheca e Estados Unidos entraram em contato com Novaes para conversar sobre o jogo, além de profissionais de divulgação científica da Comunidade Europeia.
O professor Helio Takai, do Brookhaven National Laboratory, de Upton, nos Estados Unidos, que também participou da videoconferência do lançamento do Sprace, afirmou que o jogo poderá reduzir a defasagem do ensino de física de partículas que também existe naquele país.
Como no Brasil, o ensino norte-americano até o nível médio repassa conceitos da física descobertos até o início do século 20. Desde então, experimentos realizados em aceleradores de partículas revelaram que prótons e nêutrons são compostos de quarks, partes ainda menores.
Além dos quarks, que se dividem em seis tipos (up, down, strange, charm, bottom e top), também foram descobertos os léptons (elétron, múon, tau e seus três respectivos neutrinos) e as partículas responsáveis pelas interações forte, fraca e eletromagnética (glúon, W, Z e fóton). Enriquecer os conhecimentos de física de estudantes do ensino médio com essas informações mais atualizadas é o objetivo principal do Sprace Game.
“Aqui nos Estados Unidos, as agências de pesquisa valorizam muito as atividades educacionais. Da mesma forma, no Brasil, iniciativas como o Sprace são uma maneira de retribuir à população os investimentos públicos em pesquisa”, falou Takai na cerimônia de lançamento.
Novaes disse que um colega resumiu o ensino de física nesses termos: “Um professor do século 20 ensina física do século 19 para um estudante do século 21”. Para o professor da Unesp, o Sprace Game procura levar informações contemporâneas para estudantes do século 21, por meio de uma mídia moderna.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Caracterisiticas de alguns elementos do sistema solar


Sol -  Conhecido popularmente como astro-rei , é uma estrela ao redor da qual giram vários planetas, asteróides e cometas, formando o que conhecemos como Sistema Solar. Ele é essencialmente uma bola de gás muitíssimo quente e grande. Sua temperatura superficial é elevadíssima, da ordem de 6 000 ºC. Seu diâmetro é de aproximadamente 1 400 000 km, o que equivale  a mais de 100 vezes o diâmetro da terra.
Mercúrio – No céu, só é possível observá-lo perto do Sol, próximo ao amanhecer ou ao pôr-do-sol. Ele é aproximadamente do tamanho da nossa Lua e é o planeta mais próximo do Sol, quase três mais perto do que a Terra. É considerado um planeta pequeno, menor do que a Terra cerda de duas vezes e meia. Mercúrio gira em torno de si em 59 dias terrestres e, portanto, sua rotação é bem mais lenta do que a da Terra. Mercúrio da uma volta em torno do Sol em 88 dias e é o mais rápido dos planetas. É isso que ele recebeu  este nome, baseado na mitologia romana, que significa “o rápido mensageiro dos deuses”. A temperatura de Mercúrio chega a variar de 430 ºC (lado iluminado pelo Sol) a-180º C (lado oposto ao iluminado). Mercúrio possui uma camada muita fina de atmosfera e sal superfície é semelhante ao solo lunar, bastante rochosa, com crateras  provocadas por choques de objetos como meteoritos e asteroides
Vênus – No céu, é conhecido como estrela-d’alva, mais é um planeta. Só é possível observá-lo próximo ao Sol, ou seja, pouco antes do amanhecer ou pouco de depois do pôr-do-sol. Está localizado entre as órbitas de Mercúrio e da Terra. Fica cerca de uma vez e meia mais perto do sol do que a Terra. Tem quase o mesmo diâmetro do nosso planeta. Possui uma temperatura bastante elevada (470 ºC) devido à  presença de muitos gases- estufa em sua atmosfera. Vênus demora  quase o mesmo tempo para girar em torno de si e em torno do Sol, gastando 243 dias no movimento de rotação ( para dar uma volta em torno de si) e 225 dias na translação ( para dar uma volta completa em torno do Sol). Na mitologia romana, é conhecido como a deusa do amor e da beleza, já que é o astro mais brilhante do seu noturno após a Lua.
Terra – Nosso planeta é constituído predominantemente de matéria sólida, apesar de apresentar substâncias líquidas nos oceanos e no núcleo e gás na atmosfera. Seu diâmetro tem cerca de 12 800 km, mais de três vezes o tamanho da Lua e mais de 100 vezes menor do que o Sol. Situada após Vênus, a cerca de 150 000 000 km do Sol, a Terra demora mais de 24 horas para dar uma volta em torno de si (1 dia) e cerca de 365 dias e 6 horas para dar uma volta completa em torno do Sol, o que chamamos de ano, referente ao movimento de translação da Terra. Na mitologia romana, a Terra era Tellus, o solo fértil, a deusa da Terra. Na mitologia grega, a Terra era a deusa Gaia, que quer dizer “Terra mãe” devida à grande abundância de vida.
Lua -  Nosso único satélite natural possui uma série de crateras, por isso seu aspecto menos regular, principalmente quando observado por um binóculo ou telescópio, o que deu origem à associação popular da Lua com o queijo. A distância da Terra à Lua é cerca de 400 vezes menor do que a distância da Terra ao Sol. Possui um diâmetro entre três e quatro vezes menor do que o diâmetro da Terra e sua temperatura é baixa, já que possui uma atmosfera muito rarefeita. Os movimentos de rotação e translação da Lua são sincronizados; isto significa que este satélite demora o mesmo tempo para dar uma volta completa em torno da Terra e em torno de si mesmo. Este tempo é de aproximadamente de 28 dias, tempo do ciclo das fases da Lua. A Terra não é a única a ter um satélite natural. Todos os planetas após a Terra têm satélites. Assim, apenas Mercúrio e Vênus não possuem satélites naturais.
Marte -  Tem aproximadamente o dobro do diâmetro da Lua e cerca de metade do diâmetro da Terra. É o quarto planeta na ordem de distância do Sol, com uma vez e meia  a distância  da Terra  do Sol. A partir de Marte, todos os planetas têm temperatura média negativa. No caso de Marte, sua temperatura média é de -23 ºC. Marte tem a duração do dia mais parecida com a da Terra, demorando 24,6 horas para dar uma volta em torno de si. Já a duração do ano é quase o dobro do ano da Terra, demorando 687 dias para dar uma volta completa em torno do Sol. Na mitologia romana, é conhecido como o deus da guerra devido à sua cor avermelhada.
Ceres – Situado entre as órbitas de Marte e Júpiter, Ceres é um dos asteróides que compõe o cinturão de asteróides. Quando descoberto, foi considerado um planeta. Apenas quando se começou a encontrar outros asteróides na mesma região é que se percebeu que Ceres não era um planeta, mas o maior asteróide deste grupo. Possui quase 1 000 km de extensão, entre 3 e 4 vezes menor do que a Lua, cerca de 13 vezes menor do que a Terra e pouco menor do que Caronte (Lua de Plutão).
Júpiter -  Conhecido por suas grandes dimensões, é o maior planeta do Sistema Solar. É conhecido na mitologia romana como o deus principal, o rei dos deuses. Possui mais de 11 vezes o tamanho da Terra e é quase 10 vezes menor do que o diâmetro do Sol. Sua temperatura média é de cerca de -150 ºC. Na ordem dos planetas, é o quinto mais distante do Sol, cerca de cinco vezes mais longe do que a Terra. Júpiter gasta 9,8 horas para dar uma volta em torno de si, ou seja, o dia jupiteriano tem menos de 10 horas,  pouco mais do que uma boa noite de sono dos humanos. Mas tem um ano muito maior (quase 12 vezes mais) do que o nosso, demorando 4 333 dias para dar u8ma volta completa em torno do Sol. Além de muitos Satélites naturais, Júpiter também possui anéis, menos conhecidos, pois brilham cerca de 100 vezes menos do que os anéis de Saturno .
Saturno -  Também pertence à turma dos gigantes, apenas um pouco do menor que Júpiter. Na mitologia romana, é conhecido como o pai de Júpiter e deus do cultivo e da agricultura. Sua temperatura também é bastante baixa: -180 ºC .È o sexto planeta em distância do Sol, quase  10 vezes mais distante do que a Terra. Saturno demora 10,2 horas para dar uma volta em torno de si, resultando num dia pequeno se comparado aos nossos, 10.759 dias (quase 30 vezes mais do que a Terra, ou seja, o equivalente a quase 30 anos terrestres) para dar uma volta completa em torno do Sol. Saturno é um planeta bastante conhecido pelos anéis, embora não seja o único a tê-los. Todos os planetas gasosos( Júpiter,Saturno, Urano e Netuno) possuem anéis, além de algumas luas.  
Titã – Uma das 30 luas de Saturno, a maior delas. Tem diâmetro maior do que o planeta Mercúrio e cerca de uma vez e meia o diâmetro da nossa Lua. Na mitologia grega, os titãs eram uma família de gigantes, filhos de Urano e Gaia ( Terra). Eles queriam se apoderar do céu, mas foram derrotados pela família  de Zeus ( Júpiter para os romanos).
Urano – Também é considerado um planeta gasoso, com diâmetro 4 vezes maior do que a Terra, o sétimo em ordem de distância do Sol, o oitavo em termo de distância ao Sol, quase 20 vezes mais distantes do que a Terra. Pela grande Distância ao Sol, possui uma temperatura bastante baixa: -210 ºC. Urano, assim como Vênus, possui a rotação invertida  em relação aos demais planetas e gasta 17,9 horas para dar uma volta em torno de si e pouco mais de 30 000 ( mais de 80 anos terrestres) para dar uma volta completa em torno do Sol. Na mitologia romana, é conhecido como pai de Saturno, o deus do céu e das alturas.
Netuno -  Seu diâmetro é pouco menor do que Urano; sua temperatura também é um pouco menor: -220 ºC. Netuno gasta cerca de 19 horas para dar uma volta em torno de si e,devido à sua grande distância do Sol, o oitavo em termos de distância, 30 vezes mais distante do que a Terra, demora mais de 60 000 dias (mais de 160 anos terrestres) em seu movimento de translação. Por sua bela cor azulada, Netuno, na mitologia romana, é considerado o deus dos oceanos.
Plutão – Hoje, Plutão é conhecido como planeta –anão. Após a recente descoberta de Eris, também conhecido como Xena, um asteróide de tamanho pouco maior do que Plutão, gerou-se grande discussão entre os astrônomos, sendo necessário uma nova definição de planeta, adotada em 2006 pela União Internacional de Astronomia (UAI): para um objeto ser considerado planeta, precisa orbitar o Sol, ter forma esférica e ter limpado os arredores de sua orbita. Tanto Plutão como Eris (Xena) falharam neste último quesito. Assim, Plutão que durante mais de 70 anos foi considerado um planeta, hoje é considerado apenas um integrante importante de uma família de corpos menores. Assim como ocorreu com Ceres Plutão perde seu status de planeta.
Algumas características físicas, como seu diâmetro, já haviam levantado a hipótese de Plutão não ser um planeta. O diâmetro deste astro é menor do que a nossa Lua e entre 5 e 6 vezes menor do que a Terra. Sua temperatura, devido à grande distância do Sol, quase 40 vezes mais longe do que a Terra, é de cerca de -218 ºC. Plutão gasta mais de seis dias em seu movimento de  rotação e quase 250 anos terrestres ( mais de 90 000) para realizar seu movimento em torno do Sol. Por causa de sua enorme distância e pela dificuldade de observação, Plutão fiocu conhecido, na mitologia romana, como deus do submundo.
Caronte – Satélite natural de Plutão. Tem dimensões pequenas: um pouco maior do que Ceres, metade de Plutão, cerca  de  11 vezes menor do que a Terra e 3 vezes menor do que a nossa Lua. Está localizado a 20 000 km de Plutão. Caronte não passeia pelo céu de Plutão, como a nossa Lua- ele está sempre no mesmo ponto do céu de Plutão.
Eris-(Xena) Recém -descoberto este planeta-anão é um pouco maior do que Plutão e recebe, ate o momento,  o título de maior planeta-anão do nosso Sistema Solar. Eris leva cerca de 560 anos terrestres para dar uma volta em torno do Sol, e ainda não se sabe sobre seu período de rotação. Sua temperatura é estimada em cerca de -240 ºC. Este corpo celeste esta a uma distância tanto grande tanto do Sol quanto da Terra: mais do que o dobro da distância de Plutão

Meus agradecimentos aos alunos Rafael e Bruna, pela digitação desse material!!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Promover o consumo de frutas legumes e verduras

12 passos para uma alimentação saudável!!!

Serpentes na Serra

Agência FAPESP – Durante 30 meses, o biólogo Paulo Afonso Hartmann percorreu de maneira lenta e persistente trilhas no trecho norte da Serra do Mar. O objetivo foi buscar serpentes para fazer um levantamento das espécies desse grupo que habitam a região.
O trabalho fez parte de seu doutorado, concluído em 2005, e integrado ao Projeto Temático “História natural, ecologia e evolução de vertebrados brasileiros”, apoiado pela FAPESP e coordenado pelo professor Márcio Roberto Costa Martins, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), orientador de Hartmann.
Em dois artigos publicados no fim de 2009 nas revistas Biota Neotropica e Papéis Avulsos de Zoologia da USP, Hartmann, hoje professor no campus de Erechim (RS) da Universidade Federal da Fronteira Sul, reuniu resultados importantes daquela pesquisa e que ainda não haviam sido divulgados.
O pesquisador estudou separadamente duas regiões da serra: o Núcleo Picinguaba, com altitudes que vão de 0 a 200 metros acima do nível do mar, e o Núcleo Santa Virgínia, entre altitudes de 800 a 1.200 metros. Ambas as áreas pertencem ao Parque Estadual da Serra do Mar.
Cada região contou com 15 meses de observações e coletas, totalizando dois anos e seis meses, período em que foram registradas 24 diferentes espécies de serpentes no Núcleo Picinguaba e 27 no Núcleo Santa Virgínia, em um total de 39 espécie e 430 animais encontrados.
Seus resultados puderam ser comparados com os de outro trabalho, realizado por Otávio Augusto Vuolo Marques, pesquisador do Instituto Butantan, que em seu doutorado, em 1998, fez um levantamento semelhante na porção sul da Serra do Mar paulista, na Estação Ecológica Juréia-Itatins.
Uma das conclusões mais surpreendentes do trabalho, segundo Hartmann, foi a similaridade das populações de serpentes de Picinguaba e de Juréia-Itatins.
“Mesmo distando cerca de 400 quilômetros da Juréia, o Núcleo Picinguaba tem mais espécies em comum com esse trecho do que com o Núcleo Santa Virgínia que fica a apenas 20 quilômetros de lá”, disse à Agência FAPESP.
Picinguaba e Juréia têm 19 espécies em comum, de acordo com os levantamentos, e somente 14 foram encontradas simultaneamente nos Núcleos de Picinguaba e Santa Virgínia.
Para Hartmann, esse resultado indica que a altitude e a temperatura são fatores importantes para que determinadas espécies se estabeleçam em um ambiente.
“Aparentemente, a temperatura tem um papel mais importante do que a incidência de chuvas na ocorrência e atividade de algumas espécies nesta região”, afirmou.
Sinal de degradação
No Núcleo Santa Virgínia, algumas serpentes típicas do Cerrado, como a cascavel (Crotalus durissus), foram encontradas dentro da área da floresta. Segundo Hartmann, isso é um possível sintoma da degradação tanto da vegetação do Cerrado como da Mata Atlântica.
Localizado no alto da serra, o Núcleo de Santa Virgínia compreende uma zona de transição entre as duas vegetações, o que facilita a migração das serpentes. “Animais de hábitos generalistas podem ser favorecidos pelo desmatamento nas bordas do parque, permitindo o aumento de sua distribuição para locais anteriormente florestados”, explicou.
Outra contribuição importante do trabalho foi a descoberta de duas espécies ainda não catalogadas na literatura especializada. Cada uma foi encontrada em uma das regiões da pesquisa e estão agora em processo de descrição.
A jararaca (Bothrops jararaca ) foi a espécie mais frequente nas duas áreas estudadas. Além dela, o pesquisador encontrou uma incidência maior da jararacuçu (Bothrops jararacussu) e da cobra-cipó (Chironius fuscus) no núcleo de Picinguaba. Já em Santa Virgínia, além da jararaca, foram avistadas muitas jararaquinhas (Xenodon neuwiedii) e cobras-verdes (Liophis atraventer). Hartmann também teve dois encontros com uma espécie extremamente rara, a Uromacerina ricardinii.
As serpentes encontradas foram inicialmente observadas para o registro de seu comportamento. Em seguida, exemplares foram capturados para medição, pesagem e fotografias. Nessa etapa ocorreu também a identificação dos sexos dos animais que, depois, foram devolvidos ao ambiente.
Os exemplares encontrados mortos, por atropelamento ou mortos por moradores locais, foram coletados e submetidos a exames de conteúdo estomacal e de gônadas, para averiguar a dieta e se estavam em período reprodutivo.
Segundo Hartmann, a pesquisa contribuiu para elaboração de estratégias de conservação da Serra do Mar, ao fornecer bases que poderão ser comparadas em futuros estudos e detectar se as espécies vão ampliar a distribuição ou desaparecer, por exemplo.
Isso não pôde ser feito em seu estudo justamente por ele ter sido o pioneiro nesse tipo de levantamento para as regiões amostradas. “Por incrível que pareça, ainda somos carentes de informações sobre a ecologia das espécies de serpentes da Mata Atlântica, mesmo estando localizada na região Sudeste, onde é realizada a maior parte da produção científica do país, destacou”.

multi 1 ano

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