sábado, 27 de novembro de 2010

Pesquisadores desenvolvem chip para exercitar músculos paralisados

Sistema pode ajudar vítimas de paralisia a recuperar algumas funções motoras através de impulsos elétricos

Um grupo de pesquisadores ingleses do Physical Sciences Research Council, da Universidade de Londres, desenvolveu um novo chip que pode ser implantado em pessoas com paralisia, de acordo com o site Engadget. O chip pode auxiliar essas pessoas a exercitarem os músculos com mais facilidade para acelerar o processo de recuperação de lesões nervosas.

O chip possui o tamanho de uma unha do dedo de uma criança e deve ser implantado na espinha do paciente e conectado com eletrodos ao músculo para ser estimulado. A diferença desse novo sistema é que o implante é feito internamente, diferente das terapias usadas hoje em dia.

O sistema deve gerar energia o suficiente para realizar atividades como remo ou ciclismo. Além disso, a terapia pode ser usada para pessoas que perderam o controle dos músculos da bexiga ou dos movimentos intestinais.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Procurando (ajuda para) Nemo: peixe pode sumir


Pesquisa no Canadá afirma que gás causa desorientação em peixe-palhaço
Em 2003, a história de um peixinho perdido sendo procurado por seu pai comoveu multidões. Procurando Nemo foi um sucesso e, desde então, o peixe-palhaço (espécie de Nemo e seu pai) volta e meia vira notícia por ser objeto de pesquisas sobre degradação ambiental. A última do peixe-palhaço é igualmente sem graça: ele é sensível a mudanças bruscas do clima, conforme constataram pesquisadores australianos e canadenses da Universidade de Saskatchewan, no Canadá.
Os resultados do estudo foram publicados no periódico científico Proceedings of the National Academy of Science (PNAS). Ao observar o comportamento das larvas desse peixe e o aumento da acidez nos mares e oceanos, os fizeram um cruzamento de informações e concluíram que as larvas perdem a capacidade de orientação, tornando-se alvo fácil de predadores. Para piorar a situação, elas ficam sozinhas quando o mar está nessas condições. Os adultos migram para outras regiões onde podem respirar com mais facilidade. E a água tem se tornado mais ácida devido à presença de um vilão do meio ambiente chamado gás carbônico, vulgo CO2.
Mar de problemas
A acidez elevada não é o único problema a ameaçar o peixe-palhaço. As altas temperaturas têm enfraquecido os corais, habitat dessa espécie, que, como o Terra já noticiou, entram em um estado vegetativo e perdem as algas que os revestem – de modo que deixam de ter cor, morrendo rapidamente.
Outro agravante dos altos índices de acidez é que, com o ph fora de seus padrões normais, há uma diminuição na quantidade de cálcio. O elemento é fundamental para o crescimento e desenvolvimentos dos corais. A pesquisa consistiu em uma análise comparativa, por meio da aplicação de CO2 na água, aumentando a quantidade aos poucos, buscando simular os efeitos do elemento ao longo dos anos.
Andrés Bruzzone Comunicação

sábado, 30 de outubro de 2010

Quem dorme pouco perde mais músculo e menos gordura

Fonte: Folha.

Pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm mais dificuldade para perder gordura quando fazem dieta do que aquelas que dormem mais de oito horas.
De acordo com um estudo da Universidade de Chicago (EUA), quem está fazendo dieta e dorme pouco emagrece, mas a quantidade de gordura eliminada é quatro vezes menor do que a quantidade de massa magra perdida.
A pesquisa, publicada na revista "Annals of Internal Medicine", avaliou pessoas de 35 a 49 anos com obesidade ou sobrepeso. Os voluntários foram divididos em dois grupos e submetidos ao mesmo regime alimentar de restrição calórica.
A única diferença foi a quantidade de horas de sono -enquanto um grupo dormiu oito horas e meia por noite, o outro dormiu cinco horas e meia.
Depois de duas semanas, a média de perda de peso dos dois grupos foi a mesma: cerca de 3 kg. Mas houve uma diferença de 55% na quantidade de gordura perdida.
Quem dormiu menos eliminou cerca de meio quilo de gordura e 2,5 kg de massa magra. Já quem dormiu mais perdeu 1,5 kg de gordura.
Os participantes do estudo também foram questionados sobre a sensação de saciedade. Constatou-se que as horas a mais de sono também ajudaram a controlar a fome e diminuir o apetite.
De acordo com os pesquisadores, quem dormiu pouco teve uma produção maior de grelina, hormônio que provoca a fome e reduz o gasto energético.
Além de ter níveis maiores de grelina, essas pessoas produziram mais uma substância que aumenta o apetite: a grelina ácida.
Apesar dos resultados significativos, o estudo tem algumas limitações, como por exemplo o número de participantes, dez, considerado pequeno para resultados definitivos. Outra limitação é que a experiência durou apenas duas semanas.
Mesmo assim, os autores do trabalho acreditam que os resultados podem ajudar nos tratamentos de obesidade e distúrbios do sono

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dores nas costas e no pescoço podem ser resultado da má postura

Seis em cada dez crianças com até 15 anos de idade sofrem com dores nas costas. A causa do problema está num hábito difícil de corrigir: a má postura em casa ou na escola. As carteiras desconfortáveis são um convite pro desleixo. “A má postura pode causar dor no pescoço, eles podem sentir dor no meio das costas e também na lombar, que é aquele curvatura acima das nádegas”, explica Larissa Maria, fisioterapeuta.

A postura correta ajuda na prevenção. “As costas devem estar encostadas, com as nádegas bem ao fundo da cadeira. As coxas têm que estar paralelas ao chão e os pés apoiados ao chão”, diz.
Os alunos improvisam soluções: mochila entre as costas e a cadeira. Banquinho para apoiar os pés, como faz a Giovana, de nove anos. “Melhorou bastante”, garante a menina. Bons hábitos, que devem continuar fora da escola.
O Gabriel tem 15 anos, a Maria Luíza, 14 e a Marina, 11 anos de idade. Os três irmãos têm o mesmo problema: dor nas costas.
“A cabeça está projetada para frente, isso pode causar dores no pescoço, dores no trapézio o formigamento nos braços”, explica a fisioterapeuta.
Para usar o laptop, mãos e cotovelos apoiados na mesa. A coluna tem que encostar na cadeira e os pés devem ficar inteiros no chão. As dicas valem também para o computador de mesa. “Deve usar uma cadeira que consiga acomodar as costas, os braços com apoio para cotovelo e punho. O computador deve estar, a parte de cima dele, na altura dos olhos”.
Para videogame e leitura, ela sugere uma almofada triangular. “Ela apoia a cabeça, fica com os músculos relaxados, tem apoio para os cotovelos e fica com a coluna retinha”.

domingo, 24 de outubro de 2010

Macho, mas por pouco tempo: os peixes mudam de sexo!!

por Marco Chiaretti

Um peixe-palhaço, do gênero Amphiprion, é macho, mas só por tempo limitado. Sua missão natural é crescer — ele mede oito centímetros — e virar fêmea. Dez por cento das espécies de peixes trocam de sexo uma vez na vida. Passam de macho a fêmea ou vice-versa, em um processo que leva algumas semanas para se completar. A inversão ocorre quando a proporção entre os dois sexos sofre algum desequilíbrio. Com ela, a espécie se defende. Aumentam as chances de ocorrer encontros reprodutivos bem sucedidos.
Na maior parte dos vertebrados, os indivíduos são machos ou fêmeas toda a vida. A informação sobre sua sexualidade, inscrita nos genes, não admite mudanças. Os cientistas deram um nome estranho a isso: gonocorismo.
O ser humano é gonocórico, assim como a maior parte das espécies de peixes. Para as outras espécies, a natureza reservou um menu variado de formas reprodutivas, entre elas a inversão sexual, a capacidade de trocar de sexo a partir de estímulos do ambiente. As estratégias alternativas ajudam a equilibrar a proporção entre os sexos em determinado grupo, facilitando a reprodução.
Dez por cento das espécies de peixes mudam de sexo. Os peixes transexuais dividem-se em dois grupos.
No primeiro deles, os peixes são chamados transexuais protândricos. Quando jovens, têm glândulas sexuais potencialmente capazes de produzir óvulos e espermatozóides. Quando atingem o estágio de pré-adultos, tornam-se machos sexualmente ativos.
Parte desses machos, os mais agressivos, vão desenvolver mais tarde a área feminina de suas glândulas sexuais. Não produzirão mais espermatozóides e se tornarão adultos completos. Todos os outros peixes do grupo terão seu crescimento sexual inibido.
Os cientistas estudaram peixes do gênero Amphiprion em que o processo de inibição sexual é bem visível.
O segundo grupo é chamado de protogínico. Reúne 90% dos peixes que trocam de sexo. Nesse grupo, os peixes têm ovários em sua primeira fase; as glândulas transformam-se em testículos na segunda fase. A inversão só acontece uma vez e não se realiza sempre. Somente 15% dos peixes mudam de sexo.
Algumas espécies são ao mesmo tempo transexuais e gonocóricas: incluem indivíduos que são sempre machos (ou fêmeas) e indivíduos capazes de trocar de sexo. Essas espécies são chamadas de diândricas.
A chave para entender a inversão sexual é a proporção entre os sexos em determinado grupo. A inversão é uma estratégia que permite equilibrar essa proporção rapidamente.
Se, em um cardume, houver uma queda acentuada do número de machos, por exemplo, e a espécie não for capaz de trocar de sexo, o cardume perderá um bom tempo mudando de lugar, em busca de outros machos. Nas espécies transexuais, parte do cardume inverte o sexo, e o problema se resolve.
Por que acontece a inversão? “Por uma série de fatores relacionados com o meio ambiente e com a bagagem genética da espécie”, diz o professor Robert Betito, da Universidade de Rio Grande, RS. O gatilho da inversão, diz ele, é acionado sempre que o peixe passa por uma série de encontros sexuais mal-sucedidos. Por exemplo, um macho encontra outro animal da mesma espécie e começa o ritual sexual. Só que o outro peixe também é macho. Sem resposta, o primeiro macho vai embora.
Isso acontece porque muitas espécies não têm uma diferenciação visível entre os dois sexos. Quando em um cardume ou um grupo, há um desequilíbrio na proporção entre os dois sexos, com falta de machos ou fêmeas, os peixes começam a se sentir “sexualmente frustrados”.
O norte-americano John Goodwin publicou em 1990 um estudo sobre a espécie Amphiprion melanopus. Segundo ele, dez dias depois do começo da mudança de macho para fêmea, as glândulas sexuais dos animais estudados ainda produziam espermatozóides, mas já apresentavam mudanças. No 20º- dia, praticamente só havia produção de óvulos. A partir do 45º- dia, a mudança no tamanho e no padrão de cores já estava completa. Outras espécies demoram até 100 dias para completar a inversão.
As pesquisas sobre inversão sexual entre os peixes começaram há vinte anos. Elas mostram que o fenômeno ocorre muito em lugares de águas quentes e rasas, como o Mar Vermelho, o Oceano Índico ou certas regiões do Pacífico.
No Brasil, em certos pontos do litoral do Rio de Janeiro e do Nordeste, também há várias espécies que invertem o sexo. No Rio Grande do Sul, embora a água não permaneça quente durante um período muito longo do ano, há peixes transexuais, entre eles o pargo rosa.
Alguns gêneros, como o Amphiprion, chamado peixe-palhaço por suas cores, ou peixe-anêmona, por causa de sua relação com quase 800 espécies de anêmonas, são quase totalmente transexuais.
Os Amphiprion são peixes pequenos. As fêmeas da espécie Bicinctus, por exemplo, têm 13 centímetros e pesam 46 gramas; os machos medem 11 centímetros e 28 gramas.
Há 26 espécies de Amphiprion espalhadas entre as regiões de águas quentes do planeta. Os peixes protegem-se do ataque dos predadores escondendo-se entre os tentáculos venenosos das anêmonas. Eles não nascem imunizados contra o veneno. Adquirem a imunização pouco a pouco, passando entre os tentáculos e cobrindo-se com um muco que as anêmonas produzem para que um tentáculo não envenene o outro.
Os Amphiprion não vivem em cardumes, mas em “famílias”, com um macho ou uma fêmea dominante (depende da espécie). Têm faixas coloridas e muito marcantes. Isso serve de proteção, já que cria nos predadores uma espécie de memória visual. O predador sabe que junto ao peixe com aquele padrão de cores haverá uma anêmona. Quase sempre prefere tentar comer outra coisa

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mapa-múndi da altura das florestas

Um mapa-múndi que detalha as alturas das florestas foi produzido por um grupo de cientistas a partir de imagens obtidas por satélites da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Segundo a Nasa, embora existam outros mapas locais ou regionais da altura das copas de florestas, esse é o primeiro a cobrir todo o globo a partir de um método único e uniforme.
Os dados foram coletados pelos satélites ICESat, Terra e Aqua e o resultado poderá ajudar a produzir inventários de quanto carbono é armazenado pelas florestas mundiais e com que rapidez ocorre a circulação de carbono por ecossistemas e de volta para a atmosfera.
O trabalho, de Michael Lefsky, da Universidade do Estado do Colorado, Estados Unidos, e colegas, será descrito em agosto em artigo a ser publicado pelo periódico Geophysical Research Letters.
O mapa mostra que as florestas mais altas do mundo são encontradas principalmente no noroeste da América do Norte e em partes do Sudeste Asiático, enquanto florestas mais baixas estão concentradas no norte do Canadá, no noroeste da América do Sul, na África central e na Eurásia.
O levantamento levou em consideração a altura média em florestas com mais de 5 quilômetros quadrados e não a altura máxima de uma ou um grupo de árvores.
Para produzir o mapa os cientistas se basearam em mais de 250 milhões de pulsos de laser emitidos pelos três satélites em um período de sete anos. Os pulsos, de uma tecnologia conhecida como Lidar, penetram por entre a copa e são capazes de medir a dimensão vertical das árvores.
“Esse mapa é apenas o primeiro esboço e certamente será refinado no futuro”, disse Lefsky. Florestas temperadas de coníferas, de sequoias e outras árvores contêm as copas mais elevadas, chegando facilmente a mais de 40 metros do solo. Florestas boreais, com pinheiros, por exemplo, tipicamente não passam dos 20 metros.
Áreas de mata nativa em florestas tropicais têm cerca de 25 metros, aproximadamente a mesma altura atingida por pontos de vegetação temperada em partes dos Estados Unidos e Europa.
Mas o mapa não tem interesse apenas para se verificar a altura de árvores em cada região. As implicações do trabalho se estendem aos esforços para estimar as quantidades de carbono ligadas às florestas do planeta e ajudar a fechar uma conta que tem intrigado os cientistas.
O homem e suas atividades liberam cerca de 7 bilhões de toneladas de carbono anualmente, a maior parte na forma de CO2. Desse total, sabe-se que cerca de 3 bilhões vão para a atmosfera e 2 bilhões acabam nos oceanos.
Os outros 2 bilhões? Não se sabe. Alguns cientistas suspeitam que são as florestas que capturam e armazenam boa parte dessa quantidade em biomassa por meio da fotossíntese.
Mais informações: www.nasa.gov/images/content/470377main_globaltreecanopy_cutoutmap.jpg

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Conjunção planetária

Alunos ...
Convido voces para observarem uma rara e extraordinária conjunção Planetária, junto com a Lua.
Nos dias 11, 12 e 13 de agosto de 2010, teremos uma bela e interessante conjunção astronômica, popularmente conhecida por "alinhamento de planetas".
Este tipo de fenômeco possibilita que um habitante terrestre observe alguns astros do Sistema Solar numa mesma região co céu, visualmente próximos entre si. Na conjunção de 11 a 13 de agosto, observaremos a LUA e os planetas MARTE, VÊNUS, MERCÚRIO E SATURNO aparentemente JUNTOS no céu, no horizonte OESTE, logo após o pôr do Sol.
Mesmo sem nenhum instrumento observacional voce pode identificar estes astros, nesta região do céu. Porém podemos usar a luneta GALILEOSCÓPIO, que temos na escola.

Salamandra que vive até 100 anos surpreende cientistas

Salamandra que vive até 100 anos surpreende cientistas
23 de julho de 2010 08h15 atualizado às 09h31

A espécie  Proteus anguinus  vive em média 69 anos e pode chegar aos 100 anos Foto: Divulgação A espécie Proteus anguinus vive em média 69 anos e pode chegar aos 100 anos
Cientistas dizem ter descoberto que uma espécie de salamandra cega vive em média 69 anos e pode chegar até a 100 anos de idade, três vezes mais que espécies próximas. Os pesquisadores acreditam que o estudo da Proteus anguinus pode ajudar a entender os mecanismos de envelhecimento no ser humano, já que esse animal consegue viver muito, mesmo não tendo baixos níveis de metabolismo ou altos níveis de antioxidantes, como era de se esperar. As informações são do site Live Science.
De acordo com a reportagem, o proteus já foi erroneamente chamado de "peixe humano" - "peixe" porque passa toda sua vida na água e "humano" por causa da pele rosada que lembra a de muitas pessoas. A salamandra tem olhos atrofiados e virtualmente nenhum pigmento na pele, adaptações para viver em locais praticamente sem luz. Devido ao formato do corpo, esse animal também já foi chamado de filhote de dragão.
"Nós sabíamos há muito tempo que ele tinha um tempo de vida longo, mas não tínhamos dados suficientes para ter certeza", diz Yann Voituron, da Universidade Claude Bernard em Lyon, na França, à reportagem.
Um dos detalhes que intrigam os cientistas é o tamanho da salamandra - de 25 cm a 30 cm de comprimento entre 15 g e 25 g de peso. Pequenas criaturas dificilmente vivem tanto quanto grandes animais, o que leva pesquisadores a suspeitarem que o motivo é o rápido metabolismo de pequenos seres vivos.
Contudo, como o proteus pode viver tanto tempo com um corpo tão pequeno, sem uma taxa de metabolismo lenta e seu uma atividade antioxidante alta? Segundo os cientistas, isso pode ser explicado pela vida lenta desses animais. "(A salamandra) é extremamente inativa durante sua vida. (...) Ela não tem predadores nas cavernas, então também não se estressa. Ela precisa se mover apenas algumas vezes para se alimentar e para se reproduzir uma vez a cada 12 anos", diz Voituron.
Os cientistas também pretendem estudar o animal geneticamente - para tentar identificar alguns genes que possam influir na sua longa vida - e sua estrutura celular. Contudo, os pesquisadores se dizem preocupados em encontrar uma forma de conduzir esses estudos sem fazer mal à salamandra, já que a quantidade de tecido necessária para ser extraída poderia até matá-la. "Nós temos que achar uma forma de trabalhar com ela sem matá-la", diz Voituron.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4580769-EI8147,00-Salamandra+que+vive+ate+anos+surpreende+cientistas.html#tphotos

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nasa e IPT analisam bola da Copa

24/6/2010
Agência FAPESP – Golaço ou gol contra? A maior polêmica da Copa do Mundo na África do Sul até o momento ainda não tem uma conclusão. Para alguns, a bola oficial do evento, denominada Jabulani (“celebração”, em zulu), representa uma notável evolução do ponto de vista tecnológico. Para outros, o resultado deixou a desejar.
O atacante Luis Fabiano, da Seleção Brasileira, criticou. O goleiro Júlio César chamou de “bola de supermercado”. Fernando Torres, atacante espanhol, também falou mal. Kaká está entre os que elogiaram.
As maiores críticas foram com relação aos movimentos imprevisíveis, promovidos pela resposta aerodinâmica da nova redonda, especialmente nos chutes mais fortes. Na primeira rodada, com o baixo número de gols, a reclamação foi ainda maior. Mas no fim da primeira fase da Copa, os gols voltaram. Portugal enfiou sete na Coreia do Norte. O próprio Luis Fabiano marcou dois contra a Costa do Marfim.
Para o fabricante, a Adidas, a bola representa um avanço. Mas o próprio presidente da empresa, Herbert Hainer, reconheceu que é preciso um certo tempo para se acostumar com a Jabulani, por ser “mais aerodinâmica e mais rápida”.
Pesquisadores da Nasa, a agência espacial norte-americana, e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), decidiram avaliar o comportamento da Jabulani.
No Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia, foram feitos testes para comparar a bola com a usada na Copa de 2006 na Alemanha, a Teamgeist (“espírito de equipe”). A Teamgeist, no lugar dos hexágonos costurados das bolas tradicionais, tinha oito painéis fundidos por um processo térmico, que elimina a necessidade de costura, mesmo interna, entre eles. A Jabulani tem 14 painéis e ganhou sulcos aerodinâmicos.
A conclusão da Nasa é que com a Jabulani os jogadores não deverão ter melhor controle do que com a Teamgeist. “É bem óbvio. O que estamos vendo é um efeito knuckle-ball”, disse Rabi Mehta, engenheiro aeroespacial no centro Ames. Knuckle-ball é um arremesso no beisebol no qual a bola não é segura com os dedos, mas sim com seus nós, resultando em movimento com acentuada curva e imprevisível para o rebatedor.
Segundo Mehta, quando a Jabulani se desloca em velocidade elevada, o ar próximo à superfície é afetado pela sua superfície, resultando em um fluxo assimétrico. Essa assimetria cria forças laterais que podem resultar em mudanças súbitas no percurso. De acordo com o cientista, a Jabulani tende a assumir o efeito knuckle ao superar os 75 km/h, o que corresponde a um chute forte.
Outro ponto a se considerar, segundo Mehta, é que vários dos estádios em que ocorrem os jogos na Copa da África do Sul estão em altitude elevada (Joanesburgo, por exemplo, fica a cerca de 1.600 metros do nível do mar). “Isso afeta a aerodinâmica da bola, uma vez que a densidade do ar é menor. Em altitudes altas, a bola tende a se deslocar mais rapidamente, com menos empuxo”, disse.
Maior arrasto
Os pesquisadores Gilder Nader e Antonio Luiz Pacífico, do Laboratório de Vazão do IPT, realizaram testes no túnel de vento atmosférico do instituto com bolas de torneios oficiais de futebol.
Foram testadas as bolas do campeonato Paulista e Brasileiro deste ano e das copas de 2006 e 2010. Os testes foram encomendados pela Rede Globo. Segundo Nader, foram feitas medições com visualização do escoamento de ar em volta de cada bola. Para isto foi utilizado o sistema PIV (“Particle Image Velocimetry”) com emprego de raios laser.
“Verificamos que a bola do Campeonato Brasileiro, por exemplo, com superfície mais rugosa, do tipo clássico, tem coeficiente de arrasto (resistência ao ar) mais baixo e bom deslocamento. As bolas das Copas apresentaram um ‘descolamento’ mais rápido e maior coeficiente de arrasto”, disse.
Ao ser chutada, a bola ganha uma velocidade inicial que vai diminuindo até que, em um determinado momento, atinge o chamado “ponto de crise de arrasto”, explicou Gilder.
“É quando ela faz uma curva. Com a bola do ‘Brasileirão’, esse ponto demorou mais para ser alcançado, em uma velocidade de aproximadamente 13 metros por segundo. A Jabulani atinge esse ponto e faz a curva bem antes, em uma velocidade que ainda vamos medir com exatidão”, disse.
As bolas de futebol evoluem constantemente, com as grandes novidades surgindo justamente em cada Copa do Mundo. As atuais, e não apenas a Jabulani, são muito diferentes das usadas há meio século. Na Copa da Suécia, em 1958, por exemplo, a bola era de couro curtido, chamada de “capotão”, pesada e que se encharcava em dias chuvosos, dificultando a precisão dos chutes.
Mas isso, claro, não impediu que o Brasil fosse campeão nem que um certo garoto apelidado de Pelé, então com 17 anos, assombrasse o mundo com momentos antológicos, como o gol na final, em que deu um lençol no zagueiro sueco e chutou a bola ainda no ar para o fundo das redes e da história. Mostrou que craque que é craque dá show com qualquer bola. E isso o mundo já está vendo na Copa da África do Sul, independentemente das polêmicas da bola.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Verdade sobre ETs será revelada em breve, diz cientista

11 de junho de 2010
De acordo com o físico Stanton Friedman, governos encobrem a existência de extraterrestres. O cientista diz que a verdade sobre os ETs será revelada.
De acordo com o físico Stanton Friedman, governos encobrem a existência de extraterrestres. O cientista diz que a "verdade" sobre os ETs será revelada em breve e caso se tornará "Watergate cósmico"
O físico Stanton Friedman, que trabalhou por décadas em desenvolvimento de foguetes para algumas das maiores agências espaciais do planeta, diz que os alienígenas existem, estão nos visitando há muito tempo e que essa verdade será revelada em breve. "Alguns óvnis são espaçonaves inteligentemente controladas extraterrestremente, e essa é a maior história do milênio. (...) Estou convencido de que estamos lidando com um Watergate cósmico", diz Friedman. As informações são do Live Science.
Friedman afirma que há duas razões principais para que as fortes evidências de aliens não sejam conhecidas melhor. A primeira seria uma suposta grande conspiração que perdura décadas e que envolveria oficiais de alto escalão. De acordo com ele, a outra é que cientistas que podem exibir essas evidências estão com medo, não apenas daqueles que participam da suposta conspiração, mas também de admitir que a ciência estava errada.
Por outro lado, o físico diz acreditar que a verdade sobre os óvnis será revelada em breve. "Eu continuo otimista, antes de morrer, e eu tenho 75 anos, eu vou pegar pelo menos uma parte dessa história, de que não estamos sozinhos no universo", diz o pesquisador.
Friedman se junta a um grupo de cientistas e famosos que está convencido de que existe vida extraterrestre inteligente e que está já chegou até nós.
Junto com o físico, está o astronauta Edgar Mitchell, que participou do programa Apollo, que também afirma que os aparecimentos de ETs é escondida pelos governos (o próprio Mitchell disse nunca ter visto um óvni, mas acredita no alien de 1947 em Roswell, no Novo México).
Segundo a reportagem, outro defensor de que os ETs existem é o psiquiatra John Mack, ex-professor da Universidade de Harvard, que passou anos estudando pessoas que dizem ter sido abduzidas, sondadas e sofrido experimentos de aliens.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

12000 calorias diárias de Phelps


Para pessoa comum, dieta de Phelps é recorde garantido -- de obesidade

Ás da natação consome 12 mil calorias por dia; jantar é pizza e macarrão.
Para sedentários, se alimentar assim renderia uma visita ao hospital.
Michael Phelps, medalha de ouro em comilança
Se você acordasse hoje, fosse almoçar com Michael Phelps e tentasse acompanhá-lo na mesa (já que na piscina está difícil...), provavelmente terminaria o seu dia em uma maca de hospital com indigestão. Se resolvesse continuar a seguir a “dieta Phelps”, o único recorde que bateria seria o de “chegada ao índice de obesidade em menor tempo”.
O menino prodígio dos Jogos Olímpicos de Pequim divulgou em entrevista nesta quarta-feira (13) à rede americana NBC que consome nada menos que 12 mil calorias por dia. Cada vez que ele senta para uma refeição come 4 mil calorias – duas vezes o que os médicos recomendam para uma pessoa comum durante um dia inteiro; ao todo, a alimentação de Phelps leva seis vezes mais calorias do que a de um reles mortal como eu e você.
O café-da-manhã do maior campeão olímpico de todos os tempos começa com dois copos de café e três sanduíches de ovo frito recheados com queijo, tomates, cebolas fritas, alface e maionese. Pensa que acabou? Nada, tem ainda um omelete com cinco ovos, cereais, três pedaços de torradas com açúcar e três panquecas de chocolate.
O almoço é macarrão enriquecido e dois sanduíches de presunto e queijo com maionese em pão branco, acompanhados de bebidas energéticas. O energético volta no jantar, quando Phelps fecha o dia com uma pizza (inteira) e meio quilo de macarrão.
“Comer, dormir e nadar, é tudo que eu faço”, disse o ás da natação. E é tudo o que ele deve fazer, segundo o técnico William Morales Manso, que já treinou o brasileiro Fernando “Xuxa” Scherer e hoje trabalha com medicina esportiva na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Comer bem, dormir bem e nadar bem são as três únicas coisas que um atleta precisa fazer. Se não fizer um desses direito, os resultados não aparecem”, disse ele ao G1.
Manso diz que a aparentemente absurda dieta de Phelps é perfeitamente lógica no contexto da natação competitiva de elite. Isto é, se ele estiver falando a verdade. “Eu nunca digo a verdade quando estou em uma competição. Para quê ensinar ao adversário o que está dando certo? Se estou fazendo muito aeróbico, digo que estou pegando pesado no anaeróbico”, conta.
Mas o treinador explica que consumir 12 mil calorias não é algo acima do esperado se estamos falando de Michael Phelps. “Ele é incrível. Veja quantas vezes ele vai para a piscina por dia, entre eliminatórias, semifinais e finais – e sempre rendendo muito, sempre no limite. Ele precisa de muita caloria e muito carboidrato – muito, muito, muito”, diz Manso.
A natação é um esporte onde o gasto calórico é imenso. Apenas entrar na piscina, sem dar uma braçada sequer, já acelera o metabolismo – que precisa manter os órgãos aquecidos na temperatura mais baixa. Quando o exercício começa, o gasto aumenta. E se estamos falando de uma pessoa que bate recordes mundiais com a mesma facilidade com que come uma pizza inteira à noite, dá para imaginar para onde isso vai.
Agora, o que acontece se você resolver seguir o mesmo cardápio? “A matemática é implacável. Se você consome mais do que gasta isso vira gordura. Não tem jeito”, explica Manso. Comer tudo isso ao longo de alguns dias é uma maneira certeira de ganhar (muitos) quilos a mais. E qual a conseqüência da obesidade? Problemas cardíacos, diabetes, hipertensão e uma morte antecipada. Melhor deixar a macarronada noturna só com Michael Phelps mesmo. “Ele fez por merecer”, diz Manso.

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