segunda-feira, 27 de setembro de 2021

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Olimpíada Nacional de Ciências - ONC 2021

 Fala Galerinha... Segue Informações sobre a ONC 2021


Regulamento completo no link:
https://onciencias.org/regulamento 


Olimpíada Brasileira de Astronomia 2021

 Galerinha boa tarde!!! Para aqueles que gostam de astronomia segue abaixo alguns links com informações importantes sobre a participação na OBA-2021.. 


Para maiores informações, segue link do regulamento completo:

http://www.oba.org.br/sisglob/sisglob_arquivos/REGULAMENTO%20DA%20MOBFOG%20DE%202021%20REAL%20E%20VIRTUAL%20(1).pdf



domingo, 3 de maio de 2015

Deu Branco!!! Por que temos lapsos de memória?

Atire a primeira pedra quem nunca "teve um branco" em um momento importante. A cantora Vanusa sabe bem como é esquecer algo que sabia de cor.  É a segunda vez que a cantora vira assunto nacional após não lembrar de uma letra no palco. Primeiro foi o hino nacional, que muita gente não conhece mesmo, mas desta vez, a música esquecida foi "Sonhos de um palhaço", composta pelo seu ex-marido Antônio Marcos e há anos em seu repertório.

Vanusa, em entrevista à Revista Época, disse que o problema de memória aconteceu devido ao uso de remédios. Mas muitas pessoas que não tomam remédios já passaram por situações semelhantes. "Os famosos 'brancos' são mais comuns no início de alguma coisa, alguma ação. A maioria das pessoas reclama de esquecerem nomes, por exemplo. A Vanusa teve um branco no meio de alguma coisa que já estava acontecendo, fato mais incomum”, diz Ana Alvarez, doutora em ciências pela USP e autora do livro "Deu Branco" (Ed. Record).
>> Região do cérebro responsável por boa noite de sono
>> Estudo diz que poluição aumenta risco de suicídio
A especialista explica que o lapso de memória, em qualquer caso, acontece por uma falha na sinapse, o processo de passagem da informação de um neurônio a outro. "Em uma região do cérebro chamada hipocampo, a ação de substâncias neurotransmissoras pode causar uma redução dos dendritos, um prolongamento do neurônio responsável pela recepção de estímulos nervosos", explicou.
As causas para essa falha da sinapse é que variam. "Os agentes que bloqueiam a transmissão de informações podem ser liberados por uma doença; depressão; o uso de alguns medicamentos, como ansiolíticos e de pressão; falta de vitaminas; estresse; ansiedade e até a falta de reposição hormonal, quando é indicada para tratamento de menopausa”, diz a especialista. O branco que muitos estudantes reclamam ter nas horas de prova, no entanto, pode ser diferente. "Muitas vezes eles confundem ler com estudar e por isso acham que estão se esquecendo".
O estresse contínuo é uma das principais causas do esquecimento das coisas, segundo a autora. "Como estressado quero dizer pessoas que têm preocupações frequentes, pensamentos obsessivos, alimentam-se e dormem mal, sob uma carga muito alta de informações. Os procrastinadores, aqueles que sempre deixam as tarefas para depois, sabem disso e ficam angustiadas, também convivem com grande carga de estresse", disse a Ana Alvarez a Galileu.
Segundo a especialista, quanto mais rápido o poder de decisão da pessoa, menos ela tende a sofrer com o branco, já que não adia muito os problemas e tende a carregar as situações de estresse por menos tempo.
A prevenção para os lapsos de memória inclui evitar situações de estresse continuado, dormir bem, fazer atividades físicas, e até comer melhor. "A vitamina B é essencial para manter nossa memória em ordem, e uma carga de estresse, ansiedade ou depressão muito alta pode acabar com nossas reservas desta substância", diz Ana.
Faça testes para saber se você deve se preocupar com suas faltas de memória no site de Ana Alvarez, doutora em ciências pela USP e autora do livro "Deu Branco" (Ed. Record)

Memória

Esquecer um número de telefone, o que almoçou na semana passada ou onde anotou um endereço importante é normal. Entretanto, colocar a culpa desses esquecimentos na memória nem sempre está correto. Muitas vezes o problema é a falta de atenção.

Memória“A memória é uma forma de registrar informações, como se fosse um arquivo e, como todo processo de arquivamento, exige atenção”, define dr. Fábio Nasri, médico do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
No livro Questões sobre memória, o médico Iván Izquierdo, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), define memória como a aquisição, conservação e evocação de informações. O aprendizado é a aquisição dos dados e as lembranças são a evocação do que foi armazenado; logo, o esquecimento é a falta de evocação.
Para absorver e registrar informações que possam ser lembradas é preciso estar atento. As informações absorvidas com atenção são julgadas como úteis pelo cérebro e, por isso, armazenadas.

Mecanismos de funcionamento

A memória é um processo complexo que utiliza os cinco sentidos para captar informações e envolve diferentes habilidades e estágios. Falhas em qualquer uma das etapas pode resultar na perda da informação.
  • Atenção: habilidade de estar atento para absorver as informações.
  • Registro / Codificação: registro inicial da informação, assim que é recebida pelo cérebro. Nesse estágio é determinado se o dado será armazenado ou não e isso vai depender da atenção despendida e do quanto a informação é significativa.
  • Armazenamento: se a informação foi registrada, ficará armazenada na memória de longo prazo.
  • Consolidação: processo de utilização da informação que foi armazenada. Caso um dado não seja utilizado com frequência, será descartado pelo cérebro.
  • Evocação / Lembrança: resgate da informação, seja voluntariamente ou porque se fez necessária em algum momento.

A cada informação, uma memória.

É possível classificar a memória de duas formas.

De acordo com a duração da informação:

  • Memória de trabalho
    Estágio inicial que depende da atenção, dura pouco tempo depois de terminado o evento a que se refere. É utilizada para guardar um número de telefone enquanto está sendo discado. Logo depois, o número é descartado pelo cérebro.
  • Memória de curta duração ou recente
    O cérebro armazena a informação tempo suficiente para que ela seja utilizada – isso pode corresponder a minutos, horas e até dias. A informação guardada pode ser algo lido no jornal, por exemplo.
  • Memória de longa duração
    Responsável pela lembrança de episódios ou fatos que aconteceram no passado, também é chamada de memória autobiográfica.

De acordo com o conteúdo da informação ou a função:

  • Memória prospectiva
    Dá a capacidade de lembrar o que deve ser feito no futuro e exige planejamento. Com essa memória é possível saber que há uma reunião marcada para as sete horas.
  • Memória verbal
    Lembrança de eventos que envolvem palavras como, por exemplo, uma história contada por alguém ou a letra de uma música.
  • Memória Visual
    Utilizada para lembrar de figuras ou imagens.
  • Memória de procedimento
    Envolve a lembrança de um procedimento associado a uma habilidade motora ou hábito, como andar de bicicleta, nadar ou dirigir.

Falhas frequentes

Em geral, os problemas de memória começam a se apresentar depois dos 60 anos. Nas pessoas mais jovens, as falhas frequentes estão relacionadas a outros problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção. “Quem dorme mal, pode mostrar-se mais irritado e com menor capacidade de concentração durante o dia, o que vai incidir diretamente na memória”, explica Camila Prade, neuropsicóloga do Centro de Reabilitação do HIAE.
Segundo a neuropsicóloga, a atenção é uma das funções mentais mais atingidas em casos de estresse, depressão, ansiedade e fadiga e, por consequência, os problemas começam a aparecer na memória. “Quando lidamos com muitas informações, nosso cérebro prioriza algumas e descarta outras, assim detalhes como ‘onde está a chave do carro’ podem ser esquecidos e confundidos com problemas de memória”, completa.

Doenças degenerativas

Desde o nascimento, o ser humano perde e repõe neurônios – células nervosas responsáveis pela produção e condução dos estímulos. Com o envelhecimento, a capacidade de reposição dessas células diminui. “Os resultados são as primeiras falhas de memória, como o esquecimento de fatos recentes e nomes”, explica o dr. Nasri.
Nas pessoas mais jovens, as falhas estão relacionadas a problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção
O aumento da expectativa de vida acarretou mais casos de doenças degenerativas cerebrais. A principal delas é o mal de Alzheimer, o tipo mais frequente de demência, caracterizado pela perda progressiva das funções intelectuais.
Segundo o dr. Nasri, os primeiros sinais da doença se manifestam por meio da perda de memória. Os familiares devem estar atentos quando o idoso passa a esquecer nomes e fisionomias com muita frequência, além de compromissos e datas. Outros sinais são falta de assunto e iniciativa, incapacidade de manter um diálogo e respostas monossilábicas.

Memória afiada

Para manter a memória saudável e eficaz é preciso começar a treinar desde cedo. E não basta ler livros ou jornais, é preciso também dialogar, expor opiniões. “Durante a atividade argumentativa, o cérebro é requisitado para opinar e replicar, assim a argumentação é fundamental para a memória. Ao ler um livro, a pessoa pode apenas guardar a informação sem discuti-la, o que não tem o mesmo efeito no cérebro”, afirma o geriatra.
Algumas orientações para quem quer manter a memória afiada:
  • Alimentação saudável, com baixo teor de gordura para prevenir doenças vasculares;
  • Prática de atividades físicas;
  • Estilo de vida menos estressante;
  • Boa qualidade de sono;
  • Estímulo da atividade mental com hobbies e leituras;
  • Organização de compromissos;
  • Intervalos frequentes entre as atividades para garantir melhor nível de concentração.

Tratamentos

Quando as falhas na memória tornam-se frequentes e passam a atrapalhar seriamente o cotidiano, é preciso buscar a ajuda de um especialista. Não é possível prevenir os problemas de memória com medicação, mas já existem medicamentos que atrasam a evolução de doenças degenerativas.“Nos próximos cinco anos teremos novidades em remédios para os problemas de memória, um dos males mais pesquisados hoje ”, afirma o dr. Nasri.
O Hospital Israelita Albert Einstein oferece uma avaliação neuropsicológica, muito importante no diagnóstico dos problemas que podem levar a falhas de memória. “Trata-se de um exame que investiga o funcionamento mental por meio de testes relativos às várias funções, como atenção e raciocínio lógico”, explica Camila Prade.
O tratamento é feito por meio da reabilitação neuropsicológica, que treina as funções afetadas e visa criar novas estratégias para compensar as funções prejudicadas. “Utilizamos estratégias compensatórias bastante eficazes, como o treinamento para uso de agenda”, explica a neuropsicóloga. A família também recebe orientação para aprender a conviver com as novas limitações do paciente.
Publicada em abril/2007

7 fatores que podem te levar à perda de memória recente

 30 de setembro de 2014
Por Bruno Assis

Não se lembrar onde guardou a chave do carro, esquecer o que pretendia procurar no Google ou ter dificuldades em recordar aquele número de telefone que acabaram de falar. Apesar dessas três situações serem muito comuns na vida, elas podem ser pistas de que há problemas na memória de curto prazo.
Segundo Maria Aparecida Camargos Bicalho, médica geriátrica e professora da Faculdade de Medicina da UFMG, essa memória de curto prazo “é a capacidade de reter, por alguns segundos, um número limitado de informações”, como, por exemplo, números de 2 a 7 dígitos. O bom funcionamento desse tipo de memória está ligado diretamente a três pontos: atenção, humor e sono. Listamos aqui sete fatores que podem alterá-los e contribuir com a perda desse tipo de memória:

1. Uso de drogas (lícitas ou não)
cerveja-copos
Creative Commons/Wagner T. Cassimiro “Aranha”
Não são raros os casos de bebedeira que terminam com alguém que não lembra da noite anterior. O consumo de maconha pode fazer com que você esqueça coisas que estava para dizer ou mesmo se perder no meio de uma frase. Outras drogas também provocam efeitos semelhantes na memória de curto prazo, pois agem no rebaixamento do sensório (uma região do cérebro), afetando a consciência. Algumas delas também podem aumentar a agitação e, com isso, diminuir a atenção do usuário. Isso sem falar que também podem causar distúrbios na neurotransmissão cerebral, dificultando assim a retenção da lembrança.

2. Estresse
Alguns cientistas já reconhecem que o estresse é uma das principais causas de perda de memória recente, sendo que sua intensidade e tipo influenciam bastante nesse processo. A exposição às neurotoxinas geradas pode causar uma alteração na atividade normal do sistema nervoso central, resultando até em uma atrofia da estrutura onde as memórias se originam, o hipocampo.

3. Medicamentos
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Creative Commons/worak
Quando o medicamento lida diretamente com o sistema nervoso central, há uma chance dele afetar suas lembranças. Além de reduzir a atenção do paciente, eles também podem causar uma mudança no fluxo normal de neurotransmissão, diminuição da consciência e liberação de neurotoxinas, fatores que podem determinar uma alteração na memória de curto prazo. Vale ficar atento.

4. Doenças graves
Algumas doenças graves, como insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, também podem causar problemas na memória de curto prazo. Elas provocam a liberação de neurotoxinas, redução do sensório e da circulação cerebral, que estão entre os principais motivos para o rápido esquecimento.

5. Apneia obstrutiva do sono
Esta doença crônica é caracterizada pelo bloqueio parcial ou total das vias respiratórias, o que causa repetidas pausas na respiração durante o sono. Além do ronco, os principais sintomas da apneia obstrutiva são o aumento da agitação durante a noite, uma falta de disposição e a sonolência em excesso durante o dia. Esses três pontos afetam a atenção do indivíduo e, com isso, afetam também a capacidade de funcionamento da memória de curto prazo.

6. Transtorno do ciclo sono-vigília
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Creative Commons/Carlos Martnz
O período de sono e de vigília dos seres humanos segue um padrão, conhecido como circadiano. Em condições normais, esse período está sincronizado com fatores naturais e oscila dentro de um período de 24 horas. Algumas coisas, porém, como o jet leg provocado por viagens em fusos horários diferentes, estresse e disfunções hormonais, podem causar alterações nesse ciclo. É aí que aparecem aquela famosa insônia ou a sonolência. Da mesma forma que a apneia, este problema pode afetar a atenção por causa da falta de disposição e sonolência, interferindo na memória de curto prazo da pessoa.

7. Doenças psiquiátricas
O transtorno de ansiedade, transtorno depressivo e outras doenças psiquiátricas podem causar perda de memória recente por diversos fatores, principalmente aqueles envolvendo o sistema nervoso. Elas podem ser responsáveis pela geração de neurotoxinas, provocar a diminuição da capacidade do sistema nervoso em se adaptar ao longo do desenvolvimento ou até mesmo afetar a capacidade de funcionamento dos neurotransmissores. Além da possibilidade do paciente sofrer com déficit de atenção, que também pode afetar a memória.

* Dicas para melhorar a memória de curto prazo:
- Agendas, lembretes e anotações podem ser de grande utilidade;
- É possível treinar a memória de curto prazo com atividades padronizadas, que têm como objetivo estimular a atenção;
- Atividades como jogar videogame, ler, tocar instrumentos musicais, meditar e manter um estilo de vida ativo e ocupado contribuem para estimular a cognição.

Consultoria: Maria Aparecida Camargos Bicalho, médica geriátrica e professora da Faculdade de Medicina da UFMG.

Buraco Negro

De forma simplificada, buraco negro  é uma região do espaço que possui uma quantidade tão grande de massa concentrada que nada consegue escapar da atração de sua força de gravidade, nem mesmo a luz, e é por isso que são chamados de “buracos negros”.
Buraco negro (concepção artística). Ilustração: NASA/JPL-Caltech [domínio público], via Wikimedia Commons
Buraco negro (concepção artística). Ilustração: NASA/JPL-Caltech [domínio público]
Até hoje a melhor teoria para explicar este tipo de fenômeno é a Teoria Geral da Relatividade, formulada por Albert Einstein. Mas, para entender melhor do que se trata um buraco negro é preciso entender alguns conceitos.
Segundo a teoria de Einstein, a força da gravidade seria uma manifestação da deformação no espaço-tempo causada pela massa dos corpos celestes, como os planetas ou estrelas. Essa deformação seria maior ou menor de acordo com a massa ou a densidade do corpo. Portanto, quanto maior a massa do corpo, maior a deformação e, por sua vez, maior a força de gravidade dele. Consequentemente, maior é a velocidade de escape, força mínima que deve ser empregada, para que um objeto possa vencer a gravidade deste corpo. Por exemplo, para que um foguete saia daatmosfera terrestre para o espaço ele precisa de uma força de escape de 40.320 km/h. Em Júpiter, essa força teria de ser 214.200 km/h. Essa diferença muito grande, é porque sua massa é muito maior que a da Terra.
É isso que acontece nos buracos negros. Há uma concentração de massa tão grande em um pontotão infinitamente pequeno que a densidade é suficiente para causar tal deformação no espaço-tempo que a velocidade de escape neste local é maior que a da luz. Por isso que nem mesmo a luz consegue escapar de um buraco negro. E, já que nada consegue se mover mais rápido que a velocidade da luz, nada pode escapar de um buraco negro.
Esses tais buracos negros seriam estrelas em seu último estágio de evolução, quando, depois de consumir todo seu combustível, a estrela com massa maior que 3 massas solares, se transformam em uma supernova com um “caroço” no centro. Se a massa deste caroço, que pode ou não se formar, for maior que 2 massas solares ele cai sobre si mesmo, transformando-se em um buraco negro.
Às vezes acontece da estrela evoluir no que chamamos de “sistema binário fechado” quando duas estrelas ficam muito próximas e há transferência de matéria de uma para outra, podendo fazer com que uma delas acumule matéria em excesso provocando sua explosão em uma supernova. Nestes casos, o mais provável é que ela evolua para uma estrela de nêutrons, quando elétrons e prótons se fundem em nêutrons. Mas, acontece que em alguns sistemas a concentração de massa é muito grande e ocorre a formação de um buraco negro que continua “sugando” a massa daquela outra estrela maior.

Parada cardíaca de 78 minutos!!!

Como Muamba sobreviveu após ficar ‘morto’ por 78 minutos?

Atualizado em  22 de março, 2012 - 16:46 (Brasília) 19:46 GMT
Fabrice Muamba/Getty Images
Uma das explicações é de que o coração de Muamba não tenha parado completamente de funcionar
Quanto mais detalhes surgem da história de Fabrice Muamba, mais impressionante ela se torna.
A recuperação do jogador de futebol do Bolton que desmaiou em campo no último sábado durante jogo do Campeonato Inglês está sendo rotulada de "milagrosa".
O atleta de 23 anos teve uma parada cardíaca às 18h13 e seu coração voltou a funcionar novamente apenas às 19h31. Segundo o médico de seu clube, ele esteve "morto" por 78 minutos. Mas como isso é possível?
Os detalhes completos ainda não são conhecidos, mas a explicação mais provável e sugerida por envolvidos em sua recuperação é a de que, mesmo enquanto seu coração parou de funcionar, ele reteve algum tipo de vida.
O ataque cardíaco que ele sofreu fez com que seu coração não se contraísse e impulsionasse o sangue pelo corpo. No entanto, mesmo quando isso acontece, alguma atividade elétrica pode ainda estar ocorrendo no coração.
Incidente com Muamba
O socorro ao jogador foi prestado quase imediatamente
Se é esse o caso, uma das seguintes situações pode estar acontecendo:
  • o coração pode desenvolver um ritmo anormal, conhecido por fibrilação ventricular, em que ele treme como uma gelatina;
  • ou ele pode desenvolver uma taquicardia ventricular, quando ele fica fora de controle;
  • outra explicação é ele ter desenvolvido uma atividade elétrica mínima em que há um ritmo organizado, mas não contrações cardíacas.
Reanimação
Em alguns casos, podem ocorrer uma alternância entre os três estados. O importante é que a reanimação cardiopulmonar (RCP) comece o quanto antes.
O procedimento bombeia artificialmente o sangue pelo corpo, dando um tempo maior para que os médicos encontrem uma maneira de fazer o coração voltar a funcionar. Cada minuto de atraso para o início da RCP reduz as chances de sobrevivência em 10%.
Jonathan Tobin, médico do Bolton
Médico do Bolton descreveu a recuperação de Fabrice Muamba como "milagrosa"
Neste aspecto, o jogador teve sorte. No estádio de White Hart Lane, havia uma equipe completa de médicos equipados.
Havia ainda um cardiologista na arquibancada, que se juntou rapidamente aos que prestavam socorro ao jogador.
Vida em jogo
Mas apenas a RCP não basta, já que o procedimento só dá à vítima de uma parada cardíaca uma chance de 5% de sobrevivência.
Muamba recebeu também oxigênio e choques de um desfibrilador para fazer o coração voltar a trabalhar. Ele foi rapidamente levado de ambulância a um hospital, recebendo outros choques antes que seu coração funcionasse novamente.
Mas estaria ele mesmo morto? "Diria que sua vida estava em jogo", afirma Cathy Rossa, da ONG britânica British Heart Fundation.
"Você pode ter um ataque cardíaco e não existir atividade elétrica. Mas quando isso acontece, é muito difícil ressuscitar alguém", diz Rossa.
"Os que prestavam ajuda a ele deviam estar tendo algum tipo de resposta, porque de outra forma você não prossegue fazendo RCP por tanto tempo", acrescenta. "Mas, quando há alguma coisa, você continua. Setenta e oito minutos é muito tempo, embora não seja inédito."

multi 1 ano

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