segunda-feira, 7 de março de 2011

Qual a diferença entre pernilongo e borrachudo?

Embora muita gente faça confusão, esses dois insetos são bem diferentes, tanto em seus hábitos quanto nos detalhes de sua anatomia. Os pernilongos são maiores que os borrachudos, que têm a aparência de uma mosca minúscula. Pernilongo, por sinal, é o nome popular dado a vários mosquitos da família Culicidae, sendo os mais conhecidos o Aedes aegypti (transmissor da dengue), o Anopheles sp. (vetor da malária) e o Culex sp. (chamado de "pernilongo caseiro").
O borrachudo (Simulium sp.), também conhecido como pium na Amazônia, faz parte da família Simulidae. "Esses dois insetos habitam lugares distintos: o primeiro vive frequentemente dentro das casas ou em seus arredores, enquanto o borrachudo é encontrado perto de córregos e rios de água com correnteza límpida e transparente", afirma o professor José Maria Soares Barata, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Em comum, eles têm o fato de serem hematófagos, ou seja, se alimentarem de sangue. É por isso que ambos não perdem a oportunidade de picar os humanos, para quem podem transmitir várias doenças. Além da dengue e da malária, os pernilongos são capazes de disseminar a elefantíase, enfermidade caracterizada pelo inchaço das pernas e de outras partes do corpo. Já o borrachudo pode passar a oncocercose, mal que em alguns casos leva a pessoa enferma à cegueira.

Iguais só no tormento
Ambos atazanam com suas picadas, mas os pernilongos são maiores e mais delgados

CORPO A CORPO
Além de bem maior (mede cerca de 10 milímetros), o pernilongo tem o corpo mais delgado e com coloração mais clara que o borrachudo. Este (que mede 6 milímetros) tem o corpo mais grosso e quase preto
AGULHADA X MORDIDA

Usado para sugar sangue, o aparelho bucal do pernilongo é formado por uma espécie de tromba, que age como uma agulha . Já o borrachudo tem um aparelho bucal mastigador , que dilacera o tecido da pele antes de chupar o sangue

SEM DAR ASAS À CONFUSÃO

As asas do pernilongo têm uma série de escamas que formam padrões diferentes de desenhos , enquanto as asas do borrachudo são lisas e transparentes
ANTENADOS COM AS MEDIDAS

As pernas e as antenas do pernilongo são muito compridas, principalmente quando comparadas de perto com as pernas e antenas mais curtas que possui o borrachudo

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cientista propõe insetos como fonte alternativa de proteína


Segundo o relatório, dentro de 20 anos, serão necessários 40% mais alimentos, 30% mais água e 50% mais energia para suprir as necessidades da .... Foto: Reuters/BBC Brasil Segundo o relatório, dentro de 20 anos, serão necessários 40% mais alimentos, 30% mais água e 50% mais energia para suprir as necessidades da população do planeta
Foto: Reuters/BBC Brasil

Um insectólogo holandês vem fazendo uma campanha para convencer o mundo ocidental a adotar um costume que, segundo ele, é bastante comum nos trópicos: comer insetos (prática conhecida como entomofagia) como fonte alternativa e sustentável de proteína.
A proposta de Arnold van Huis, detalhada em artigo publicado na revista The Scientist, não é nova. Em 1885, o insectólogo britânico Vincent M. Holt escreveu um pequeno livro intitulado Why not eat insects? (em tradução livre, por que não comer insetos?).
Os argumentos dos dois especialistas, no entanto, ganham força num momento em que o mundo procura soluções para a crise dos alimentos. Na Grã-Bretanha, um estudo sobre alimentos e o futuro da agricultura encomendado pelo governo e divulgado nesta semana pede ação urgente para evitar a fome global.
Segundo o relatório, dentro de 20 anos, serão necessários 40% mais alimentos, 30% mais água e 50% mais energia para suprir as necessidades da população do planeta. O sistema atual de produção, além de não ser sustentável, não será capaz de suprir a demanda, argumentam os autores do estudo, realizado pelo centro de estudos Foresight.
Relatórios como esse tendem a ser usados como base para argumentos a favor do uso de técnicas de engenharia genética para produzir alimentos. A saída oferecida por van Huis, da Wageningen University, na Holanda, é mais direta e evita a questão polêmica dos transgênicos.
Nutritivos Em entrevista por e-mail à BBC Brasil, o insectólogo não quis recomendar um inseto em especial, dizendo que tudo depende da forma como são preparados. Ele disse que algumas espécies têm sabor semelhante ao das oleaginosas (como o gergelim, por exemplo) e ressaltou que nem todas as espécies são comestíveis, já que algumas são venenosas.
"Insetos venenosos são consumidos nos trópicos, mas a população local sabe como lidar com isso, removendo o veneno", explicou.
Quanto ao seu valor nutritivo, a carne do inseto é comparável às tradicionais, como a de porco, vaca, carneiro e peixe. Segundo van Huis, o conteúdo proteico de um inseto varia entre 30 e 70%, dependendo da espécie. Eles também são ricos em ácidos graxos essenciais e vitaminas, especialmente as do complexo B.
Em seu artigo, o insectólogo diz que mais de mil espécies de insetos são comidas nos países tropicais, entre elas, larvas de borboleta, gafanhotos, besouros, formigas, abelhas, cupins e vespas.
E as baratas? Elas também são comestíveis? Van Huis disse à BBC Brasil que, em suas viagens, nunca viu ou ouviu relatos de pessoas comendo baratas. Mas acrescentou: "Um colega, que está fazendo um inventário de insetos comestíveis, encontrou baratas comestíveis".
Em seu artigo na revista The Scientist, Van Huis escreve, no entanto, que os ocidentais se enganam quando pensam que os povos dos trópicos comem insetos porque estão passando fome. Pelo contrário", ele diz. "Um petisco de inseto é com frequência considerado uma iguaria". Este seria o caso, no Brasil, da formiga tanajura. Segundo especialistas brasileiros, essa formiga, fêmea ovada das saúvas, é considerada uma verdadeira guloseima no Brasil.
Crise da Carne Segundo o insectólogo, o consumo mundial de carne quase triplicou desde 1970 e deve dobrar até 2050. Ele diz que 70% da terra cultivada já é usada para alimentar rebanhos. Van Huis diz que uma intensificação ainda maior na pecuária em escala industrial poderia aumentar os custos para o meio ambiente e para a saúde.
Criações de rebanhos de grande densidade favorecem o surgimento de doenças. Rebanhos consomem grandes quantidades de água e emitem grandes quantidades de gases responsáveis pelo efeito estufa - como o gás metano, por exemplo.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), as criações de rebanhos respondem por 18% das emissões desses gases.Cupins, baratas e certas espécies de besouro também produzem metano, mas a maioria dos insetos comestíveis, não.
E a carne de insetos ainda apresenta uma outra vantagem em relação à carne tradicional, explica van Huis. "Eles convertem o alimento em massa corporal de maneira mais eficiente", diz o especialista. "Para produzir 1 kg de carne, grilos precisam de 1,7 kg de alimento. Muito menos do que o frango (2,2 kg), o porco (3,6 kg), o carneiro (6,3 kg) e a vaca (7,7 kg).
Portanto, por que não comer insetos? - ele pergunta. E conclui seu artigo sugerindo que governos e empresas deveriam explorar o incrível potencial dos insetos como fonte de carne, promovendo essa indústria. "No sul da África", ele diz, "este já é um negócio de US$ 85 milhões".
Brasil Em declaração à BBC Brasil, o biólogo Eraldo Medeiros Costa Neto, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia, disse concordar positivamente com a proposta de van Huis.
"No entanto, muitas espécies de insetos apresentam compostos farmacologicamente ativos e, assim, os efeitos tóxicos potenciais dos insetos comestíveis precisam ser investigados com mais atenção", acrescentou. Costa Neto explica que a FAO está realizando um inventário das atividades relacionadas ao consumo de insetos pelo homem.
"A FAO acredita que o papel específico dos insetos comestíveis e seu potencial na segurança alimentar, qualidade dietética e alívio da pobreza está severamente subestimado", diz o biólogo.
"Com esse inventário, será formulada uma estratégia para promover o consumo de insetos em nível mundial". Pesquisas feitas por Costa Neto no Brasil revelaram que insetos fazem parte da dieta de vários grupos indígenas, comunidades urbanas, populações ribeirinhas do Amazonas, grupos de pastores e de pescadores e comunidades afro-brasileiras. O cardápio desses grupos inclui pelo menos 135 tipos de insetos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Avisos astronomicos

Caros Alunos e Professores:
Alguns aviso importantes:

  - Dia 21 de dezembro é o nosso solstício de Verao. Moradores de regiões próxima à latitude de 23 graus sul, observem suas sombras ao meio dia verdadeiro e verãoo que quase nao possuem sombras, pois o Sol está a pino sobre você. Aliás, é assim que se define o Trópico de Capricórnio, pois é a latitude máxima ao Sul, na qual o Sol fica a pino. Nao deixem de observar.

- Eclipse lunar total. Na mesma data 21/12/10 também haverá um eclipse lunar total. Nao percam. Vejam detalhes em http://www.astronomia.org/2010/eclipseluna12.html
ou http://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse_lunar_de_21_de_dezembro_de_2010

- Curso gratuito à Distância de EVOLUCÃO ESTELAR do Observatório Nacional. Inscrições e informações no link: http://www.on.br/site_edu_dist_2011/site/inf_gerais.html

  -  desconto para contratar o Planetário Móvel chamado "Teatro das Estrelas": Todo agendamente realizado entre 01/12/10 e 26/03/11 de escolas participantes da OBA terão 50% de descontos. Falar com Gesoaldo Maia em Planetario@teatrodasestrelas.com.br
ou no link do planetário  ou http://www.teatrodasestrelas.com.br/
 

- CHUVA DE METEOROS (informações dadas pelo Professor Luis CArlos Gomes):
Este ano de 2010 está plenamente favorável para se apreciar a chuva de meteoros Geminídeos. A observação da chuva de meteoros Geminídeos constitui o grand finale para os observadores de meteoros. Em regra, os dois momentos mais prolíficos para o aparecimento de meteoros no céu são os Perseídeos em agosto e os Geminídeos em dezembro. Neste ano a lua-cheia não irá atrapalhar as observações, pois estamos em plena fase crescente e ela já estará abaixo do horizonte antes de meia-noite. Portanto, a partir das 21h45min, até 05h45min poderemos ficar deitados em uma cadeira-de-praia, ou num tapete olhando para o céu e contando estrelas-cadentes. O máximo dos Geminídeos acontece em torno de 01h45min, quando a constelação de Gemini se encontra no alto do céu. A taxa prevista é de 50 meteoros por hora! Numa noite “normal” podemos apreciar até 5 meteoros por noite. O pico da chuva de meteoros acontecerá entre os dias 13 e 14 próximos. Mas hoje, desde que nuvens não atrapalhem, eles já podem ser vistos no céu. Outra cosia: nada de binóculos ou telescópios! 

sábado, 27 de novembro de 2010

O voo da serpente

Agência FAPESP – Para quem tem ofidiofobia, a perspectiva de encontrar serpentes não no chão, rastejando, mas “voando” por sobre suas cabeças, está longe de ser das melhores. Mas é o que ocorre com algumas espécies encontradas no Sudeste Asiático, que são capazes de se deslocar pelo ar, de uma árvore a outra, ou das árvores para o solo. Cientistas da Virginia Tech, nos Estados Unidos, analisaram os mecanismos por trás da inusitada capacidade dessas espécies e apresentaram os resultados em encontro da American Physical Society Division of Fluid Dynamics (DFD), na Califórnia, nesta segunda-feira (22/11).
O grupo registrou em vídeo os deslocamentos pelo ar de exemplares da Chrysopelea paradisi, que se atiraram do alto de uma torre de 15 metros de altura até o chão.
Os registros foram feitos com quatro câmeras instaladas em pontos diferentes, o que permitiu aos cientistas fazer uma reconstrução em três dimensões das posições do corpo do animal enquanto planava.
A análise da dinâmica de movimentos e das forças atuantes indicou que o réptil, apesar de se deslocar no ar por uma distância considerável com relação à dimensão de seu corpo, não atinge um estágio de equilíbrio com relação ao próprio movimento.
Ou seja, não chega a um ponto em que as forças geradas por seu corpo ondulado se contrapõem exatamente à força que puxa o animal para baixo, o que faria com que se movesse em velocidade e angulação constante. Por outro lado, a serpente também não cai simplesmente no chão.
“Em vez disso, ela é empurrada para cima, mesmo que se mova para baixo, porque o componente para cima da força aerodinâmica é maior do que o peso do animal”, disse Jake (John) Socha, um dos autores do estudo. O trabalho também será publicado na revista Bioinspiration and Biomimetics.
“Hipoteticamente, isso significaria que, se a serpente continuasse com esse deslocamento, acabaria mesmo se movendo para cima, o que seria algo ainda mais impressionate. Mas nosso estudo aponta que o efeito é apenas temporário e que a serpente acaba chegando ao chão após o deslocamento”, disse.
O artigo Non-equilibrium trajectory dynamics and the kinematics of gliding in a flying snake, de John J. Socha, poderá ser lido por assinantes da Bioinspiration and Biomimetics em ??
Mais informações: http://iopscience.iop.org/1748-3190

Chineses conseguem armazenar dados em DNA. Seu próximo HD pode ser 1 g de bactéria!

Pensando em solucionar o problema de limite de espaço em disco rígido, estudantes inseriram 90GB de dados em 1 grama de célula
O objetivo de inserir mais e mais dados em espaços menores continua, mas tanto os materiais quando as técnicas atuais têm seus limites. E foi olhando para uma bactéria que pesquisadores da Universidade Chinesa de Hong Kong descobriram uma saída para o avanço no armazenamento de dados.
A equipe já conseguiu armazenar 90GB de dados em 1 grama de células e também desenvolveu um sistema de armazenamento que realiza a criptografia de dados por meio do DNA. Um sistema pega os dados originais e os transforma em números e, então, os codifica em uma sequência de DNA. Esse processo também comprime dados para permitir mais espaço de armazenamento na mesma sequência de DNA.
Os testes ainda estão em andamento, mas o time de pesquisadores já provou que pode converter os dados e armazená-los no DNA e retirá-los de volta sem perder qualquer informação. Eles também acreditam que outros dados como imagens, texto, música ou vídeo, podem ser armazenados com este método. O próximo passo é começar a inserção de códigos de barras em organismos sintéticos como uma forma de distinguir os sintéticos dos naturais.

Pesquisadores desenvolvem chip para exercitar músculos paralisados

Sistema pode ajudar vítimas de paralisia a recuperar algumas funções motoras através de impulsos elétricos

Um grupo de pesquisadores ingleses do Physical Sciences Research Council, da Universidade de Londres, desenvolveu um novo chip que pode ser implantado em pessoas com paralisia, de acordo com o site Engadget. O chip pode auxiliar essas pessoas a exercitarem os músculos com mais facilidade para acelerar o processo de recuperação de lesões nervosas.

O chip possui o tamanho de uma unha do dedo de uma criança e deve ser implantado na espinha do paciente e conectado com eletrodos ao músculo para ser estimulado. A diferença desse novo sistema é que o implante é feito internamente, diferente das terapias usadas hoje em dia.

O sistema deve gerar energia o suficiente para realizar atividades como remo ou ciclismo. Além disso, a terapia pode ser usada para pessoas que perderam o controle dos músculos da bexiga ou dos movimentos intestinais.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Procurando (ajuda para) Nemo: peixe pode sumir


Pesquisa no Canadá afirma que gás causa desorientação em peixe-palhaço
Em 2003, a história de um peixinho perdido sendo procurado por seu pai comoveu multidões. Procurando Nemo foi um sucesso e, desde então, o peixe-palhaço (espécie de Nemo e seu pai) volta e meia vira notícia por ser objeto de pesquisas sobre degradação ambiental. A última do peixe-palhaço é igualmente sem graça: ele é sensível a mudanças bruscas do clima, conforme constataram pesquisadores australianos e canadenses da Universidade de Saskatchewan, no Canadá.
Os resultados do estudo foram publicados no periódico científico Proceedings of the National Academy of Science (PNAS). Ao observar o comportamento das larvas desse peixe e o aumento da acidez nos mares e oceanos, os fizeram um cruzamento de informações e concluíram que as larvas perdem a capacidade de orientação, tornando-se alvo fácil de predadores. Para piorar a situação, elas ficam sozinhas quando o mar está nessas condições. Os adultos migram para outras regiões onde podem respirar com mais facilidade. E a água tem se tornado mais ácida devido à presença de um vilão do meio ambiente chamado gás carbônico, vulgo CO2.
Mar de problemas
A acidez elevada não é o único problema a ameaçar o peixe-palhaço. As altas temperaturas têm enfraquecido os corais, habitat dessa espécie, que, como o Terra já noticiou, entram em um estado vegetativo e perdem as algas que os revestem – de modo que deixam de ter cor, morrendo rapidamente.
Outro agravante dos altos índices de acidez é que, com o ph fora de seus padrões normais, há uma diminuição na quantidade de cálcio. O elemento é fundamental para o crescimento e desenvolvimentos dos corais. A pesquisa consistiu em uma análise comparativa, por meio da aplicação de CO2 na água, aumentando a quantidade aos poucos, buscando simular os efeitos do elemento ao longo dos anos.
Andrés Bruzzone Comunicação

sábado, 30 de outubro de 2010

Quem dorme pouco perde mais músculo e menos gordura

Fonte: Folha.

Pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm mais dificuldade para perder gordura quando fazem dieta do que aquelas que dormem mais de oito horas.
De acordo com um estudo da Universidade de Chicago (EUA), quem está fazendo dieta e dorme pouco emagrece, mas a quantidade de gordura eliminada é quatro vezes menor do que a quantidade de massa magra perdida.
A pesquisa, publicada na revista "Annals of Internal Medicine", avaliou pessoas de 35 a 49 anos com obesidade ou sobrepeso. Os voluntários foram divididos em dois grupos e submetidos ao mesmo regime alimentar de restrição calórica.
A única diferença foi a quantidade de horas de sono -enquanto um grupo dormiu oito horas e meia por noite, o outro dormiu cinco horas e meia.
Depois de duas semanas, a média de perda de peso dos dois grupos foi a mesma: cerca de 3 kg. Mas houve uma diferença de 55% na quantidade de gordura perdida.
Quem dormiu menos eliminou cerca de meio quilo de gordura e 2,5 kg de massa magra. Já quem dormiu mais perdeu 1,5 kg de gordura.
Os participantes do estudo também foram questionados sobre a sensação de saciedade. Constatou-se que as horas a mais de sono também ajudaram a controlar a fome e diminuir o apetite.
De acordo com os pesquisadores, quem dormiu pouco teve uma produção maior de grelina, hormônio que provoca a fome e reduz o gasto energético.
Além de ter níveis maiores de grelina, essas pessoas produziram mais uma substância que aumenta o apetite: a grelina ácida.
Apesar dos resultados significativos, o estudo tem algumas limitações, como por exemplo o número de participantes, dez, considerado pequeno para resultados definitivos. Outra limitação é que a experiência durou apenas duas semanas.
Mesmo assim, os autores do trabalho acreditam que os resultados podem ajudar nos tratamentos de obesidade e distúrbios do sono

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dores nas costas e no pescoço podem ser resultado da má postura

Seis em cada dez crianças com até 15 anos de idade sofrem com dores nas costas. A causa do problema está num hábito difícil de corrigir: a má postura em casa ou na escola. As carteiras desconfortáveis são um convite pro desleixo. “A má postura pode causar dor no pescoço, eles podem sentir dor no meio das costas e também na lombar, que é aquele curvatura acima das nádegas”, explica Larissa Maria, fisioterapeuta.

A postura correta ajuda na prevenção. “As costas devem estar encostadas, com as nádegas bem ao fundo da cadeira. As coxas têm que estar paralelas ao chão e os pés apoiados ao chão”, diz.
Os alunos improvisam soluções: mochila entre as costas e a cadeira. Banquinho para apoiar os pés, como faz a Giovana, de nove anos. “Melhorou bastante”, garante a menina. Bons hábitos, que devem continuar fora da escola.
O Gabriel tem 15 anos, a Maria Luíza, 14 e a Marina, 11 anos de idade. Os três irmãos têm o mesmo problema: dor nas costas.
“A cabeça está projetada para frente, isso pode causar dores no pescoço, dores no trapézio o formigamento nos braços”, explica a fisioterapeuta.
Para usar o laptop, mãos e cotovelos apoiados na mesa. A coluna tem que encostar na cadeira e os pés devem ficar inteiros no chão. As dicas valem também para o computador de mesa. “Deve usar uma cadeira que consiga acomodar as costas, os braços com apoio para cotovelo e punho. O computador deve estar, a parte de cima dele, na altura dos olhos”.
Para videogame e leitura, ela sugere uma almofada triangular. “Ela apoia a cabeça, fica com os músculos relaxados, tem apoio para os cotovelos e fica com a coluna retinha”.

multi 1 ano

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