segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
terça-feira, 30 de novembro de 2021
quarta-feira, 10 de novembro de 2021
segunda-feira, 27 de setembro de 2021
Atividade de Ciências 2 - Olho e visão
Fala Galerinha... segue link da segunda atividade de Ciências desse 3º Bimestre
quarta-feira, 15 de setembro de 2021
quarta-feira, 28 de abril de 2021
Olimpíada Nacional de Ciências - ONC 2021
Fala Galerinha... Segue Informações sobre a ONC 2021
Regulamento completo no link:
https://onciencias.org/regulamento
Olimpíada Brasileira de Astronomia 2021
Galerinha boa tarde!!! Para aqueles que gostam de astronomia segue abaixo alguns links com informações importantes sobre a participação na OBA-2021..
Para maiores informações, segue link do regulamento completo:
domingo, 3 de maio de 2015
Deu Branco!!! Por que temos lapsos de memória?
Atire a primeira pedra quem nunca "teve um branco" em um momento importante. A cantora Vanusa sabe bem como é esquecer algo que sabia de cor. É a segunda vez que a cantora vira assunto nacional após não lembrar de uma letra no palco. Primeiro foi o hino nacional, que muita gente não conhece mesmo, mas desta vez, a música esquecida foi "Sonhos de um palhaço", composta pelo seu ex-marido Antônio Marcos e há anos em seu repertório.
Vanusa, em entrevista à Revista Época, disse que o problema de memória aconteceu devido ao uso de remédios. Mas muitas pessoas que não tomam remédios já passaram por situações semelhantes. "Os famosos 'brancos' são mais comuns no início de alguma coisa, alguma ação. A maioria das pessoas reclama de esquecerem nomes, por exemplo. A Vanusa teve um branco no meio de alguma coisa que já estava acontecendo, fato mais incomum”, diz Ana Alvarez, doutora em ciências pela USP e autora do livro "Deu Branco" (Ed. Record).
>> Região do cérebro responsável por boa noite de sono
>> Estudo diz que poluição aumenta risco de suicídio
A especialista explica que o lapso de memória, em qualquer caso, acontece por uma falha na sinapse, o processo de passagem da informação de um neurônio a outro. "Em uma região do cérebro chamada hipocampo, a ação de substâncias neurotransmissoras pode causar uma redução dos dendritos, um prolongamento do neurônio responsável pela recepção de estímulos nervosos", explicou.
>> Estudo diz que poluição aumenta risco de suicídio
A especialista explica que o lapso de memória, em qualquer caso, acontece por uma falha na sinapse, o processo de passagem da informação de um neurônio a outro. "Em uma região do cérebro chamada hipocampo, a ação de substâncias neurotransmissoras pode causar uma redução dos dendritos, um prolongamento do neurônio responsável pela recepção de estímulos nervosos", explicou.
As causas para essa falha da sinapse é que variam. "Os agentes que bloqueiam a transmissão de informações podem ser liberados por uma doença; depressão; o uso de alguns medicamentos, como ansiolíticos e de pressão; falta de vitaminas; estresse; ansiedade e até a falta de reposição hormonal, quando é indicada para tratamento de menopausa”, diz a especialista. O branco que muitos estudantes reclamam ter nas horas de prova, no entanto, pode ser diferente. "Muitas vezes eles confundem ler com estudar e por isso acham que estão se esquecendo".
O estresse contínuo é uma das principais causas do esquecimento das coisas, segundo a autora. "Como estressado quero dizer pessoas que têm preocupações frequentes, pensamentos obsessivos, alimentam-se e dormem mal, sob uma carga muito alta de informações. Os procrastinadores, aqueles que sempre deixam as tarefas para depois, sabem disso e ficam angustiadas, também convivem com grande carga de estresse", disse a Ana Alvarez a Galileu.
Segundo a especialista, quanto mais rápido o poder de decisão da pessoa, menos ela tende a sofrer com o branco, já que não adia muito os problemas e tende a carregar as situações de estresse por menos tempo.
A prevenção para os lapsos de memória inclui evitar situações de estresse continuado, dormir bem, fazer atividades físicas, e até comer melhor. "A vitamina B é essencial para manter nossa memória em ordem, e uma carga de estresse, ansiedade ou depressão muito alta pode acabar com nossas reservas desta substância", diz Ana.
Faça testes para saber se você deve se preocupar com suas faltas de memória no site de Ana Alvarez, doutora em ciências pela USP e autora do livro "Deu Branco" (Ed. Record)
Memória
Esquecer um número de telefone, o que almoçou na semana passada ou onde anotou um endereço importante é normal. Entretanto, colocar a culpa desses esquecimentos na memória nem sempre está correto. Muitas vezes o problema é a falta de atenção.
No livro Questões sobre memória, o médico Iván Izquierdo, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), define memória como a aquisição, conservação e evocação de informações. O aprendizado é a aquisição dos dados e as lembranças são a evocação do que foi armazenado; logo, o esquecimento é a falta de evocação.
Para absorver e registrar informações que possam ser lembradas é preciso estar atento. As informações absorvidas com atenção são julgadas como úteis pelo cérebro e, por isso, armazenadas.
Mecanismos de funcionamento
A memória é um processo complexo que utiliza os cinco sentidos para captar informações e envolve diferentes habilidades e estágios. Falhas em qualquer uma das etapas pode resultar na perda da informação.
- Atenção: habilidade de estar atento para absorver as informações.
- Registro / Codificação: registro inicial da informação, assim que é recebida pelo cérebro. Nesse estágio é determinado se o dado será armazenado ou não e isso vai depender da atenção despendida e do quanto a informação é significativa.
- Armazenamento: se a informação foi registrada, ficará armazenada na memória de longo prazo.
- Consolidação: processo de utilização da informação que foi armazenada. Caso um dado não seja utilizado com frequência, será descartado pelo cérebro.
- Evocação / Lembrança: resgate da informação, seja voluntariamente ou porque se fez necessária em algum momento.
A cada informação, uma memória.
É possível classificar a memória de duas formas.
De acordo com a duração da informação:
- Memória de trabalho
Estágio inicial que depende da atenção, dura pouco tempo depois de terminado o evento a que se refere. É utilizada para guardar um número de telefone enquanto está sendo discado. Logo depois, o número é descartado pelo cérebro. - Memória de curta duração ou recente
O cérebro armazena a informação tempo suficiente para que ela seja utilizada – isso pode corresponder a minutos, horas e até dias. A informação guardada pode ser algo lido no jornal, por exemplo. - Memória de longa duração
Responsável pela lembrança de episódios ou fatos que aconteceram no passado, também é chamada de memória autobiográfica.
De acordo com o conteúdo da informação ou a função:
- Memória prospectiva
Dá a capacidade de lembrar o que deve ser feito no futuro e exige planejamento. Com essa memória é possível saber que há uma reunião marcada para as sete horas. - Memória verbal
Lembrança de eventos que envolvem palavras como, por exemplo, uma história contada por alguém ou a letra de uma música. - Memória Visual
Utilizada para lembrar de figuras ou imagens. - Memória de procedimento
Envolve a lembrança de um procedimento associado a uma habilidade motora ou hábito, como andar de bicicleta, nadar ou dirigir.
Falhas frequentes
Em geral, os problemas de memória começam a se apresentar depois dos 60 anos. Nas pessoas mais jovens, as falhas frequentes estão relacionadas a outros problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção. “Quem dorme mal, pode mostrar-se mais irritado e com menor capacidade de concentração durante o dia, o que vai incidir diretamente na memória”, explica Camila Prade, neuropsicóloga do Centro de Reabilitação do HIAE.
Segundo a neuropsicóloga, a atenção é uma das funções mentais mais atingidas em casos de estresse, depressão, ansiedade e fadiga e, por consequência, os problemas começam a aparecer na memória. “Quando lidamos com muitas informações, nosso cérebro prioriza algumas e descarta outras, assim detalhes como ‘onde está a chave do carro’ podem ser esquecidos e confundidos com problemas de memória”, completa.
Doenças degenerativas
Desde o nascimento, o ser humano perde e repõe neurônios – células nervosas responsáveis pela produção e condução dos estímulos. Com o envelhecimento, a capacidade de reposição dessas células diminui. “Os resultados são as primeiras falhas de memória, como o esquecimento de fatos recentes e nomes”, explica o dr. Nasri.
Nas pessoas mais jovens, as falhas estão relacionadas a problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção
O aumento da expectativa de vida acarretou mais casos de doenças degenerativas cerebrais. A principal delas é o mal de Alzheimer, o tipo mais frequente de demência, caracterizado pela perda progressiva das funções intelectuais.
Segundo o dr. Nasri, os primeiros sinais da doença se manifestam por meio da perda de memória. Os familiares devem estar atentos quando o idoso passa a esquecer nomes e fisionomias com muita frequência, além de compromissos e datas. Outros sinais são falta de assunto e iniciativa, incapacidade de manter um diálogo e respostas monossilábicas.
Memória afiada
Para manter a memória saudável e eficaz é preciso começar a treinar desde cedo. E não basta ler livros ou jornais, é preciso também dialogar, expor opiniões. “Durante a atividade argumentativa, o cérebro é requisitado para opinar e replicar, assim a argumentação é fundamental para a memória. Ao ler um livro, a pessoa pode apenas guardar a informação sem discuti-la, o que não tem o mesmo efeito no cérebro”, afirma o geriatra.
Algumas orientações para quem quer manter a memória afiada:
- Alimentação saudável, com baixo teor de gordura para prevenir doenças vasculares;
- Prática de atividades físicas;
- Estilo de vida menos estressante;
- Boa qualidade de sono;
- Estímulo da atividade mental com hobbies e leituras;
- Organização de compromissos;
- Intervalos frequentes entre as atividades para garantir melhor nível de concentração.
Tratamentos
Quando as falhas na memória tornam-se frequentes e passam a atrapalhar seriamente o cotidiano, é preciso buscar a ajuda de um especialista. Não é possível prevenir os problemas de memória com medicação, mas já existem medicamentos que atrasam a evolução de doenças degenerativas.“Nos próximos cinco anos teremos novidades em remédios para os problemas de memória, um dos males mais pesquisados hoje ”, afirma o dr. Nasri.
O Hospital Israelita Albert Einstein oferece uma avaliação neuropsicológica, muito importante no diagnóstico dos problemas que podem levar a falhas de memória. “Trata-se de um exame que investiga o funcionamento mental por meio de testes relativos às várias funções, como atenção e raciocínio lógico”, explica Camila Prade.
O tratamento é feito por meio da reabilitação neuropsicológica, que treina as funções afetadas e visa criar novas estratégias para compensar as funções prejudicadas. “Utilizamos estratégias compensatórias bastante eficazes, como o treinamento para uso de agenda”, explica a neuropsicóloga. A família também recebe orientação para aprender a conviver com as novas limitações do paciente.
Publicada em abril/2007
7 fatores que podem te levar à perda de memória recente
Redação Super 30 de setembro de 2014
Por Bruno Assis
Não se lembrar onde guardou a chave do carro, esquecer o que pretendia procurar no Google ou ter dificuldades em recordar aquele número de telefone que acabaram de falar. Apesar dessas três situações serem muito comuns na vida, elas podem ser pistas de que há problemas na memória de curto prazo.
Segundo Maria Aparecida Camargos Bicalho, médica geriátrica e professora da Faculdade de Medicina da UFMG, essa memória de curto prazo “é a capacidade de reter, por alguns segundos, um número limitado de informações”, como, por exemplo, números de 2 a 7 dígitos. O bom funcionamento desse tipo de memória está ligado diretamente a três pontos: atenção, humor e sono. Listamos aqui sete fatores que podem alterá-los e contribuir com a perda desse tipo de memória:
1. Uso de drogas (lícitas ou não)
Não são raros os casos de bebedeira que terminam com alguém que não lembra da noite anterior. O consumo de maconha pode fazer com que você esqueça coisas que estava para dizer ou mesmo se perder no meio de uma frase. Outras drogas também provocam efeitos semelhantes na memória de curto prazo, pois agem no rebaixamento do sensório (uma região do cérebro), afetando a consciência. Algumas delas também podem aumentar a agitação e, com isso, diminuir a atenção do usuário. Isso sem falar que também podem causar distúrbios na neurotransmissão cerebral, dificultando assim a retenção da lembrança.
2. Estresse
Alguns cientistas já reconhecem que o estresse é uma das principais causas de perda de memória recente, sendo que sua intensidade e tipo influenciam bastante nesse processo. A exposição às neurotoxinas geradas pode causar uma alteração na atividade normal do sistema nervoso central, resultando até em uma atrofia da estrutura onde as memórias se originam, o hipocampo.
Alguns cientistas já reconhecem que o estresse é uma das principais causas de perda de memória recente, sendo que sua intensidade e tipo influenciam bastante nesse processo. A exposição às neurotoxinas geradas pode causar uma alteração na atividade normal do sistema nervoso central, resultando até em uma atrofia da estrutura onde as memórias se originam, o hipocampo.
3. Medicamentos
Quando o medicamento lida diretamente com o sistema nervoso central, há uma chance dele afetar suas lembranças. Além de reduzir a atenção do paciente, eles também podem causar uma mudança no fluxo normal de neurotransmissão, diminuição da consciência e liberação de neurotoxinas, fatores que podem determinar uma alteração na memória de curto prazo. Vale ficar atento.
4. Doenças graves
Algumas doenças graves, como insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, também podem causar problemas na memória de curto prazo. Elas provocam a liberação de neurotoxinas, redução do sensório e da circulação cerebral, que estão entre os principais motivos para o rápido esquecimento.
Algumas doenças graves, como insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, também podem causar problemas na memória de curto prazo. Elas provocam a liberação de neurotoxinas, redução do sensório e da circulação cerebral, que estão entre os principais motivos para o rápido esquecimento.
5. Apneia obstrutiva do sono
Esta doença crônica é caracterizada pelo bloqueio parcial ou total das vias respiratórias, o que causa repetidas pausas na respiração durante o sono. Além do ronco, os principais sintomas da apneia obstrutiva são o aumento da agitação durante a noite, uma falta de disposição e a sonolência em excesso durante o dia. Esses três pontos afetam a atenção do indivíduo e, com isso, afetam também a capacidade de funcionamento da memória de curto prazo.
Esta doença crônica é caracterizada pelo bloqueio parcial ou total das vias respiratórias, o que causa repetidas pausas na respiração durante o sono. Além do ronco, os principais sintomas da apneia obstrutiva são o aumento da agitação durante a noite, uma falta de disposição e a sonolência em excesso durante o dia. Esses três pontos afetam a atenção do indivíduo e, com isso, afetam também a capacidade de funcionamento da memória de curto prazo.
6. Transtorno do ciclo sono-vigília
O período de sono e de vigília dos seres humanos segue um padrão, conhecido como circadiano. Em condições normais, esse período está sincronizado com fatores naturais e oscila dentro de um período de 24 horas. Algumas coisas, porém, como o jet leg provocado por viagens em fusos horários diferentes, estresse e disfunções hormonais, podem causar alterações nesse ciclo. É aí que aparecem aquela famosa insônia ou a sonolência. Da mesma forma que a apneia, este problema pode afetar a atenção por causa da falta de disposição e sonolência, interferindo na memória de curto prazo da pessoa.
7. Doenças psiquiátricas
O transtorno de ansiedade, transtorno depressivo e outras doenças psiquiátricas podem causar perda de memória recente por diversos fatores, principalmente aqueles envolvendo o sistema nervoso. Elas podem ser responsáveis pela geração de neurotoxinas, provocar a diminuição da capacidade do sistema nervoso em se adaptar ao longo do desenvolvimento ou até mesmo afetar a capacidade de funcionamento dos neurotransmissores. Além da possibilidade do paciente sofrer com déficit de atenção, que também pode afetar a memória.
O transtorno de ansiedade, transtorno depressivo e outras doenças psiquiátricas podem causar perda de memória recente por diversos fatores, principalmente aqueles envolvendo o sistema nervoso. Elas podem ser responsáveis pela geração de neurotoxinas, provocar a diminuição da capacidade do sistema nervoso em se adaptar ao longo do desenvolvimento ou até mesmo afetar a capacidade de funcionamento dos neurotransmissores. Além da possibilidade do paciente sofrer com déficit de atenção, que também pode afetar a memória.
* Dicas para melhorar a memória de curto prazo:
- Agendas, lembretes e anotações podem ser de grande utilidade;
- É possível treinar a memória de curto prazo com atividades padronizadas, que têm como objetivo estimular a atenção;
- Atividades como jogar videogame, ler, tocar instrumentos musicais, meditar e manter um estilo de vida ativo e ocupado contribuem para estimular a cognição.
- Agendas, lembretes e anotações podem ser de grande utilidade;
- É possível treinar a memória de curto prazo com atividades padronizadas, que têm como objetivo estimular a atenção;
- Atividades como jogar videogame, ler, tocar instrumentos musicais, meditar e manter um estilo de vida ativo e ocupado contribuem para estimular a cognição.
Consultoria: Maria Aparecida Camargos Bicalho, médica geriátrica e professora da Faculdade de Medicina da UFMG.
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